Clichês + Papel ruim

Clichês + Papel ruimDylan Luder / unsplash

A idéia da Lama surgiu com Fabiano Vianna – agora editor da publicação – que produzia fotonovelas para o seu site, Crepúsculo

Lama. Nome bem sugestivo para uma revista pulp, num é? A publicação, ainda na sua primeira edição, foi lançada no final do ano passado e quer instigar a produção de literatura pulp no Brasil (clique aqui para saber mais sobre a revista).  “Mas que diabos é pulp?” – você pode estar se perguntando.

As pulp fictions nasceram nos Estados Unidos entre 1920 e 1950. As publicações eram veiculadas em papel de pior qualidade e, por isso, muito baratas – aliás, é esse tipo de papel, feito da polpa da árvore, que dá nome às revistas.

Eram revistas que traziam contos de suspense, terror, realismo fantástico… Nada com grandes pretensões literárias: as histórias eram simples e cheias de clichês Por isso, muitas vezes as revistas pulp foram sinônimo de literatura de pior qualidade. Mas teve “gente grande” que escreveu pra essas revistas. Isaac Asimov, Ray Bradbury e Arthur C. Clarke são alguns exemplos e olha que estamos falando só no campo da ficção científica.

O Brasil também teve suas pulps. A Detetive, que surgiu em 1936, foi a principal revista brasileira do gênero. Mas tivemos outros títulos também: Lupin, X-9, Meia-noite, Emoção e Mistério Magazine, por exemplo. Uma das publicações pulp brasileiras mais recentes é o livro Ficção de Polpa.

O gênero pulp está ainda hoje presente no que vemos e lemos.  Sites, filmes, séries de Tv, livros. Pense bem, mocinhas em perigo, monstros, detetives chinfrins, terror, fantasia… Tudo isso num estilo meio lama. É ou não é?

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.