Sobre sonhos

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Fuçando na internet, trombei com a informação de que o resultado do Prêmio Jabuti, em cada categoria, deve sair sexta agora. Essa notícia desencadeou todo um complexo fluxo de pensamento que terminou no livro Eu vos abraço, milhões, de Moacyr Scliar, Companhia das Letras. (O prêmio me lembrou Moacyr Scliar, já que ele ganhou um Jabuti ano passado, que lembrou o livro que ele está lançando esse mês)

O título vem de um poema do alemão Friedrich Schiller. “Fiquei encantado pela frase. É o resumo perfeito da idéia de utopia, o desejo de abraçar a multidão”, disse Scliar em entrevista ao blog Mundo Livro.

A história é de um jovem, o Valdo, que se encanta pelo comunismo e segue pro Rio de Janeiro querendo encontrar o líder do partido comunista – que realmente existiu – Astrojildo Pereira. Não encontra o sujeito e acaba como operário na obra de construção do Cristo Redentor. Uma situação pra revirar o estômago de qualquer bom comunista. O livro é uma ode à utopia, salpicado pelo humor habitual do autor. Isso em plena Revolução de 30.

Por enquanto, o único livro que eu li de Moacyr Scliar foi A mulher que escreveu a bíblia. Mas ele só precisou desse livro pra conquistar meu coraçãozinho. Linguagem, o ritmo, a história, tudo muito gostoso.

O imortal Moacyr Scliar tem uma bibliografia bem grandinha. Com 73 anos, ele publicou uns vinte  romances, mais doze contos, uns vinte livros infantis, cerca de seis crônicas, e uma porrada de ensaios. Além do Manual da paixão solitária, que ganhou o Jabuti na categoria romance no ano passado, outros dois livros de Scliar ganharam o prêmio. Em 1988, O olho enigmático ganhou na categoria Contos, Crônicas e Novelas e 1993, na categoria Romance, o livro Sonhos Tropicais foi o ganhador.

Fonte: Academia Brasileira de Letras e blog Mundo Livro

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.