Última entrevista [Douglas Adams]

Victor Vieira | Pra Ler

Não foram 42, mas 49. Assim tão jovem morreu subitamente Douglas Adams por causa de um ataque do coração. No dia 16 de maio de 2001, o escritor britânico foi cremado com sua toalha na cidade de Santa Bárbara, Califórnia. Era o ídolo nerd de mais de uma geração.

Seu manual para percorrer a galáxia começou a fazer sucesso em 1978, quando ainda era uma série para o rádio. Só mais tarde as aventuras de Arthur Dent passariam para o papel. A ideia para a saga veio enquanto ele estava bêbado, deitado no campo, olhando para o céu e folheando um guia de visita à Europa.

Charles Dickens e Jane Austen estavam entre seus autores prediletos. O que os fãs da trilogia de cinco livros mais famosa da Via Láctea talvez não saibam é que Adams era amante da natureza. Otimista, apostou que as tecnologias poderiam dar fim aos problemas ambientais. Por causa da sua paixão pelos bichos, ficou pior da asma. Pela diversão, viajou o mundo buscando animais exóticos. Douglas Noel Adams – o verdadeiro DNA, como ele próprio brincava – queria mesmo era curtir a vida, o universo e tudo mais.

Adams, que nunca foi bom com os prazos, acabou antecipando sua partida. Deixou a esposa e a filha de seis anos, Polly. Além delas, milhares de admiradores órfãos do seu talento para a ficção científica – e que jamais se esquecerão de carregar uma toalha.

Confira a última entrevista, conduzida por Barton Bishoff poucos dias antes da morte de Adams.

Imagem extraída daqui.

Victor Vieira

Não leio bula de remédio. Falar isso seria exagero e estou longe de virar hipocondríaco. Mas é verdade que com as letras arrisquei quase tudo. No jornalismo, aprendi a espremer palavras para sair notícia. A ficção me ensinou a percorrer lugares na distância entre uma prateleira e outra. E escrever garante, a mim e a quem mais embarcar, novos roteiros para essas viagens.

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