“O homem teme a morte porque ama a vida”, Dostoiévski

“O homem teme a morte porque ama a vida”, DostoiévskiRedd Angelo / unsplash

Epilético, órfão de mãe ainda jovem e pai assassinado supostamente pelos próprios servos indignados com os maus tratos sofridos. Se é verdade que a vida de um autor tem forte relação com sua obra, Dostoiévski é um bom exemplo. O escritor russo passou por maus bocados enquanto viveu. Além da vida familiar conturbada, foi preso em 1849 por fazer parte de um grupo intelectual liberal contrário ao absolutista Nicolau I da Rússia.

Coincidência ou não, os personagens do escritor também não levam uma vida fácil. Considerado o pai do existencialismo, Dostoiévski abordava em suas obras temas como o comportamento patológico dos seres humanos, a pobreza e o cotidiano da sociedade da segunda metade do século XIX, a autodestruição e assassinatos. Seu ultimo livro foi “Os Irmãos Karamazov”, considerado por Freud o melhor romance até então escrito.

Pouco depois de finalizar o livro, Dostoiévski foi acometido por uma hemorragia pulmonar associada a enfisema e ataque epilético, falecendo no dia 9 de fevereiro de 1881 – há exatamente 131 anos.

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