Manoel de Barros em animação

Manoel de Barros em animaçãoDylan Luder / unsplash

São quase cem anos carregando água na peneira – afinal, é praticamente isso que faz o poeta. Como dizem seus próprios versos, algumas pessoas amam Manoel de Barros nos seus despropósitos. Ao mesmo tempo em que prega que poesia é um trabalho – a prova é o escritório no andar de cima de casa reservado para labutar as palavras – ele se diverte com a imaginação. São mais de 27 obras, que chegaram também a diversos outros idiomas.

Manoel de Barros já escolhia ser poeta desde a alfabetização conduzida pela tia, na distante e solitária meninice do Pantanal. Cada estrofe, ele não esconde isso de ninguém, traz até hoje um bocado da água e do solo daqueles primeiros anos. Para o eterno menino do mato, mas que não gosta de mosquito, a “poesia é a infância da linguagem”.

A animação Histórias da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo, baseada em textos do autor, fez parte da exposição Arte para Crianças. A mostra reuniu diversos trabalhos, a maioria desenvolvida por 16 reconhecidos artistas contemporâneos. A exposição teve curadoria de Evandro Salles e patrocínio da Vale. Assista ao vídeo:

Victor Vieira

Não leio bula de remédio. Falar isso seria exagero e estou longe de virar hipocondríaco. Mas é verdade que com as letras arrisquei quase tudo. No jornalismo, aprendi a espremer palavras para sair notícia. A ficção me ensinou a percorrer lugares na distância entre uma prateleira e outra. E escrever garante, a mim e a quem mais embarcar, novos roteiros para essas viagens.

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