Não é raso, não é pouco, nem é oco

Não é raso, não é pouco, nem é ocoDylan Luder / unsplash

Juntar quadrinhos e música. A ideia é simples, e vai ter sempre algum estraga prazeres para dizer que não é revolucionária. Pois não é mesmo – e nunca teve a intenção de ser. O que os mineiros Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho gostam de fazer é isso: Quadrinhos rasos.

“A gente não tem qualquer preconceito com música então achamos que seria um bom ponto de partida e um excelente desafio tentar fazer quadrinhos a partir delas”, contam no site. O blog, criado em 8 de setembro de 2010, não demorou a fazer sucesso.

Eduardo assina os quadrinhos ímpares e Luiz dos pares. Para criar os histórias, seguem algumas regras: um escolhe a música do outro – uma maneira de permitir que se sacaneiem e também que não tenham ideias pré-concebidas – e não podem retratar o que as músicas querem dizer: as letras devem funcionar como um texto novo.

De ataques zumbis ao som de Lulu Santos até dentes de leite arrancados na Garganta, o resultado é um conjunto de quadrinhos pra lá de inusitados. Clique na imagem e se divirta.

Via Canal C.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.