Atlético Mineiro, 104 anos em letras

Atlético Mineiro, 104 anos em letrasRedd Angelo / unsplash

Era 25 de março de 1908. O cenário era o Parque Municipal, localizado no centro da recém-criada capital mineira. Tudo aconteceu pouco depois do almoço. Alguns garotos mataram aula, outros saíram de casa sem contar o que pretendiam fazer. No total, 19 meninos se reuniram para fundar aquele que seria um dos principais times de futebol do Brasil: o Clube Atlético Mineiro.

 

Nestes 104 anos de história, o time alvinegro teve (e tem) milhões de torcedores fanáticos. Entre anônimos gritos vindos das arquibancadas, um grito conseguiu sair e se tornou um famoso escritor: Roberto Drummond. Entre 1969 e 2002, ano de sua morte, ele foi responsável por escrever crônicas esportivas nas páginas dos principais jornais mineiros. Escreveu sobre Atlético, América e Cruzeiro, mas nunca escondeu de ninguém que era atleticano.

O livro Uma paixão em preto e branco resgata parte destas crônicas, mostrando os grandes momentos vividos pelo Galo, retratados nas páginas dos jornais Estado de Minas e Hoje em dia. Publicado postumamente, o livro foi lançado em comemoração ao centenário alvinegro, em 2008.

 

Roberto Drummond só não assinou uma obra inteira dedicada ao Atlético porque morreu cedo. O autor estava escalado para ser uma das 13 personalidades que participariam da Coleção Camisa 13, que conta a história dos 13 times fundadores do Clube dos 13. Porém em uma noite de junho de 2002, durante a Copa do Mundo, Drummond se foi. Não viu o Brasil ser pentacampeão nem deixou o seu livro definitivo para os atleticanos.

Quem assumiu a tarefa foi o jornalista Ricardo Galuppo, que escreveu Atlético Mineiro – Raça e Amor. Lançado em 2005, o livro faz um panorama apaixonado da história do time alvinegro e relembra os momentos que ficaram na memória de todos os torcedores.

Outros dois livros também são importantes para os atleticanos, mas dessa vez dos pequenos. No ano do centenário foi lançado Vencer! Vencer! Vencer! A história do time do meu coração, do jornalista Eduardo Ávila. A história do grupo de amigos unidos pela paixão pelo Atlético é toda ilustrada e também fala sobre a trajetória do clube. O segundo livro foi uma iniciativa do próprio Atlético, durante a comemoração dos 103 anos: uma história em mangá. Disponível nas versões de capa dura e em revista, o livro também conta a história do alvinegro para as crianças.

Independente do livro que você escolher, hoje é dia de homenagear o Atlético e os atleticanos. Porque como diria Roberto Drummond, “se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante a tempestade, o atleticano torce contra o vento”.

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.