Clarividência literária

Clarividência literáriakaboompics / reprodução

O que vai acontecer depois do dia 21 de dezembro de 2012? O que nos aguarda depois do dia que, segundo previsões maias, o mundo vai chegar ao fim? Talvez a melhor alternativa para descobrir seja ler alguns bons livros que abordem o tema. A habilidade sobrenatural dos escritores de prever o futuro “ecziste” e está comprovada há décadas.

O blog da Estante Virtual reuniu algumas evidências desses poderes paranormais dos livros. O site elaborou a lista “Escritores visionários: eles previram o futuro em seus livros” que agrupa, por exemplo, a obra em que a expressão Big Brother surgiu pela primeira vez. Foi no livro 1984, de George Orwell, que há mais de sessenta anos já sentia que caminharíamos para uma sociedade em constante estado de vigília.

No fim, a enumeração é uma coletânea bem humorada de boas sugestões de leitura para quem gosta de futurologia e literatura de qualidade.

Escritores visionários: eles previram o futuro em seus livros

1984 (George Orwell – 1948): o autor antecipou a existência de uma sociedade constantemente vigiada, seja através de câmeras espalhadas em todos os ambientes, seja através dos próprios olhares dos cidadãos;
Eu, Robô (Isaac Asimov – 1950): Ele antecipou, por exemplo, a criação de uma rede de computadores na qual todos os humanos estariam conectados, tal qual a internet, e dedicou atenção especial à robótica;
A Guerra dos Mundos (H. G. Wells – 1898): antes mesmo da Primeira Guerra Mundial, conflitos com tanques, bombardeios aéreos a até mesmo bombas nucleares já tinham sido usadas no enredo dessa obra;
Vinte Mil Léguas Submarinas (Julio Verne – 1869): inventou uma máquina capaz de se locomover com um combustível eficiente e inesgotável. Sua “profecia” concretizou-se oito décadas depois, com a criação do primeiro submarino movido à propulsão nuclear;
Da Terra à Lua (Julio Verne – 1865): o autor descreve uma viagem espacial que, quatro anos mais tarde, também se concretizaria com a experiência norte-americana Apollo.
2001: Uma Odisséia no Espaço (Arthur Clarke – 1951): a obra conta sobre um computador usado para exibir conteúdo de jornais atualizados automaticamente, o Newspad, que se parece com os atuais iPads até no nome;
A Cidade e as Estrelas (Arthur Clarke – 1956): criação dos videogames. Ele descreve a forma de lazer como um sonho, no qual não é possível se distinguir ficção de realidade.
O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams – 1979): também previu a criação de algo similar ao iPad e até mesmo o surgimento da wikipedia, uma enciclopédia de conhecimentos construídos de forma coletiva e compartilhada.
Ralph 124C 41+, (Hugo Gernsback – 1911): os messengers e videochamadas.
Revendo o Futuro (Edward Bellamy – 1887/1888): rádio transmitido por telefone e também o cartão de crédito;
Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley – 1932): manipulação genética e a clonagem;
Fahrenheit (Ray Bradbury -1953): para nossa tristeza, ele imaginou uma sociedade que abandonava os livros no lugar das tecnologias mais atuais como a televisão e os home theaters;
A bíblia: o livro com séculos de existência interpreta a existência do homem na Terra e, segundo os mais crentes, contém diversas revelações sobre o futuro da humanidade;

Achamos no blog da Estante Virtual
Imagem: Retronaut

Ennio Rodrigues

Adoro as mais improváveis viagens que se pode imaginar a partir de um texto, até as divergentes. Não sou leitor precoce, mas tenho uma ótima arma: curiosidade. D’O Guia do Mochileiro das Galáxias ao Machado. Foi um amigo que disse certa vez e concordo: “nem que passasse a vida inteira a ler, terminaria todos os Clássicos! Em vez disso, prefiro apenas tentar encontrar livros que me tirem do lugar”.