“O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento”. Qualquer escritor há de concordar: Honoré de Balzac com certeza sabia do que estava falando. Poucos imaginam, no entanto, que o caso de amor entre café e literatura remonta aos tempos do “descobrimento” da bebida.
Não fosse Johann Wolfgang von Goethe, os mistérios do fino grão teriam demorado a ser desvendados. Em visita ao seu amigo Friedlieb Ferdinand Runge, um importante analista químico, o escritor alemão pediu que ele analisasse o grão de café para identificar suas propriedades. Runge descobriu alguns meses depois a cafeína. E a descoberta se tornou bastante popular: na Alemanha, se bebe mais café do que cerveja. Não por acaso, o país abriga um estabelecimento que honra o grande admirador da bebida, o Balzac Coffee.
O escritor francês, cuja grande obra inclui 95 novelas, romances e contos – e recebe o título A comédia humana – era um amante confesso da cafeína. A bebida fazia parte de seus rigorosos hábitos de trabalho. Depois de fazer uma pequena refeição às cinco horas da tarde, o autor repousava até a meia-noite. Era em meio à madrugada regada por café que Balzac colocava tudo em movimento e se dedicava durante horas à escrita. O amor chegava ao vício: se não tivesse água fervente e coador em mãos, mastigava os grãos de café puros.
De café a cafeterias, os espaços são também os lugares favoritos de muitos escritores. Por aliarem o ambiente aconchegante ao fornecimento constante de cafeína, se tornam o santuário de escritores como J.K. Rowling, que deu vida a Harry Potter nos bancos do Elephant House, café localizado em Edimburgo.
E um brinde ao café.
Com informações do Lecturalia.
Imagens: Divulgação
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Tags: Balzac, café, cafeína, Goethe, J.K. Rowling, Literatura, Runge


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