100 livros para ler antes de morrer

Jornal britânico elegeu uma centena de obras que todos deveriam conhecer
100 livros para ler antes de morrerkaboompics / reprodução

Os fãs de listas vão gostar do levantamento feito pelo The Telegraph: a equipe de repórteres do jornal britânico elegeu 100 livros para ler antes de morrer. Pela variedade de títulos, nota-se que não houve discriminação de gêneros ou autores: de Douglas Adams a Frank Kafka, há espaço para todos os estilos e gostos. Só faltou uma menção aos autores brasileiros, que ficaram de fora da listagem.

Confira abaixo os livros indicados e comece a programar suas próximas aventuras. Aproveite e leia também o nosso post com 7 dicas para você ler mais e conseguir bater as suas metas de leitura.

100. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien

Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa deste livro desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens.

99. O sol é para todos, de Harper Lee

Vencedor do Prêmio Pulitzer e escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX, O sol é para todos é um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

98. The Home and the World, de Rabindranath Tagore

Situado na propriedade de um nobre Bengali em 1908, The Home and the World é uma história de amor e um romance de despertar político. A personagem central, Bimala, está dividida entre os direitos devidos ao seu marido, Nikhil, e as exigências feitas sobre ela pelo líder radical, Sandip.

97. O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams

No primeiro livro da “trilogia de cinco livros” de Douglas Adams, o inglês Arthur Dent e seu amigo Ford Prefect escapam da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetárias.

96. As mil e uma noites, de autor desconhecido

Considerado por Jorge Luis Borges o mais belo título de toda literatura, o Livro das mil e uma noites é uma obra fascinante e uma lição sobre o poder das narrativas. Um clássico que influenciou a literatura de diversas formas, o livro apresentou ao ocidente histórias que se tornaram parte do imaginário popular, como Aladim e Ali Babá.

95. Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe

Publicado pela primeira vez em 1774, Os Sofrimentos do Jovem Werther teve um sucesso enorme e imediato por toda a Europa. Trazia novidades surpreendentes para a época. Werther, completamente imbuído do realismo poético, nos permite entrar na intimidade do mundo burguês alemão. Além disso, é um romance de amor, ou melhor, um romance do desejo de amar. Goethe nos mostra, através desse monólogo epistolar, os recônditos segredos do coração humano e as rações que até então ninguém havia estudado.

94. Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie

O muçulmano de família abastada Salim Sinai, que narra em primeira pessoa a sua história, nasceu em Bombaim à meia-noite de 15 de agosto de 1947, no instante em que a Índia se tornava uma nação independente. A trajetória de Salim está ligada à complexa e conturbada saga de seu país, apresentando a história da Índia no século XX narrada em chave de realismo fantástico.

93. O Espião que Sabia Demais, de John Lê Carré

Quem espia os espiões? Na gélida Inglaterra do início dos anos 1970, em plena guerra fria, George Smiley parece ser o homem certo para essa tarefa. Ele é forçado a se aposentar do Circus — uma divisão de elite do Serviço Secreto inglês — depois do fracasso de uma missão arquitetada por seu ex-chefe. Smiley ainda tenta entender o que deu errado – ele acredita um agente duplo infiltrado no alto escalão do Circus pode ter sido responsável pelo fracasso de diversas operações e também pelo constante vazamento de informações para os soviéticos.

92. Cold Comfort Farm, de Stella Gibbons

Neste clássico conto satírico, somos apresentados a Flora Poste, que, após a morte de seus pais, descobre estar possuída “de toda arte e graça”, exceto pela capacidade de se sustentar. Ela decide tirar proveito do fato de que “não há limites pré-estabelecidos, pela sociedade ou por sua própria consciência, para o quanto se pode abusar da boa vontade de seus parentes”, e vai morar com membros distantes de sua família na isolada fazenda que dá nome ao livro.

91. The Tale of Genji, de Lady Murasaki

Um dos romances mais antigos do mundo e uma das maiores obras da literatura japonesa, este o romance do século 11 gira em torno das vidas e amores do filho de um imperador, oferecendo um panorama das intrigas e rivalidades da vida na corte, bem como um retrato extraordinariamente detalhado de uma aristocracia decadente.

90. Sob a rede (Under the Net), de Iris Murdoch

Sob a Rede, o primeiro romance de Iris Murdoch, decorre numa zona de Londres onde os escritores em luta pelo reconhecimento estão lado a lado com apostadores profissionais de sucesso, estrelas de cinema ou filósofos inquietos. Jake Donaghue, o seu protagonista, é um jovem astuto, carismático e algo desorientado, que vive de traduções e explora os amigos.

89. O carnê dourado (The Golden Notebook), de Doris Lessing

Um dos romances mais conhecidos de Doris Lessing, O carnê dourado é um romance com estrutura complexa, narrado em primeira pessoa pela escritora Anna Wulf, que tenta unir os seus quatro cadernos de memórias num só: o primeiro fala das suas memórias na África Central; o segundo, do seu período no Partido Comunista Britânico; o terceiro é sobre fim de um envolvimento amoroso que teve; e o quarto fala da sua vida emocional e dos seus sonhos.

88. Eugene Onegin, de Alexander Pushkin

Eugenio Onegin é um romance em verso escrito por Alexander Pushkin. O protagonista, que dá nome ao livro, é um dandi de São Petersburgo – aristocrata, rico, militar, insensível, está entediado com a vida, quando herda uma grande fortuna do seu tio.

87. On The Road (Pé Na Estrada), de Jack Kerouac

Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café, inspirado pelo jazz, Kerouac escreveu em três semanas a primeira versão do que viria a ser On the Road. Uma prosa espontânea, como ele mesmo chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. Mas o manuscrito foi rejeitado por diversos editores e o livro foi publicado somente em 1957, e foi responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX.

86. O Pai Goriot, de Honoré de Balzac

Um pai que é explorado pelas filhas, um jovem ambicioso e a sociedade parisiense do século XIX são o centro deste romance, que é considerado um dos mais importantes da Comédia humana de Balzac. À moda de Rei Lear, quando Shakespeare retratou duas filhas que abandonaram o pai depois de dividida a herança, Balzac criou a figura deste comerciante decadente, que ama as filhas de modo incondicional e assiste apático a sua fortuna sendo consumida pelos caprichos de sua prole.

85. O Vermelho e o Negro, de Stendhal

O protagonista desta obra o jovem Julien Sorel, “um homem infeliz em guerra com a sociedade”. Seu trágico destino foi inspirado num evento real, ocorrido em Grenoble: condenado pelo assassinato de uma ex-amante, cometido no interior de uma igreja, um seminarista de 26 anos, Antoine Berthet, foi executado na guilhotina em fevereiro de 1828. A partir desse fato rumoroso, Stendhal (1783-1842) entreviu a possibilidade de fazer o que chamou de “crônica do século XIX”, um ácido retrato da França da Restauração pós-napoleônica, política e moralmente conservadora.

84. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas

Desde que apareceu como folhetim, em 1844, a história de Os três mosqueteiros já passou por diversas adaptações. Na história, o jovem d’Artagnan chega praticamente sem posses a Paris, mas, depois de alguns percalços, consegue se aproximar da guarda de elite do rei Luis XIII: os mosqueteiros. Nela conhece os inseparáveis Athos, Porthos e Aramis, que passarão a ser seus companheiros de aventuras. Juntos, os quatro enfrentam combates e perigos a serviço do rei e, sobretudo, da rainha, Ana da Áustria, tendo por inimigos principais o cardeal de Richelieu, a misteriosa Milady e o ousado duque de Buckingham.

83. Germinal, de Emile Zola

Germinal é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma obra em tons escuros e mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.

82. O Estrangeiro, de Albert Camus

Meursault vê sua vida mudar completamente quando mata um homem; é preso, julgado, condenado. Tudo acontece de repente, sem explicação nem consolo para o absurdo de sua vida. Meursault é o estrangeiro, um forasteiro quanto aos ditames da sociedade, personagem criado por Albert Camus para mostrar o que há de mais trágico na condição humana. Um clássico da literatura que, mesmo após setenta anos de sua publicação, consegue manter um caráter atual.

81. O nome da rosa, de Umberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai o leitor por seu humor, crueldade e erotismo.

80. Oscar e Lucinda – Uma história de amor, de Peter Carey

No livro de Peter Carey somos apresentados à história do amor clandestino entre clérigo Oscar Hopkins e a herdeira Lucinda Leplastrier. Feitos um para o outro, os dois são jogadores – um obsessivo, o outro compulsivo – incapazes de ganhar no jogo do amor.

79. Vasto Mar De Sargaços, de Jean Rhys

Nascida na Dominica, em 1890, e radicada na Inglaterra desde os 17 anos, Rhys foi uma das primeiras escritoras a falar da questão feminina e da colonização em sua obra, precursora das chamadas narrativas pós-coloniais. Inspirado na personagem Bertha Antoinette Mason, a ‘louca do sótão’ do clássico vitoriano Jane Eyre, de Charlotte Brontë, o romance dá voz à governanta caribenha vivendo na Inglaterra que, assim como a própria autora, sofria com as dificuldades originadas do choque entre culturas.

78. Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

No estilo nonsense que o tornou único, o livro conta a história das aventuras de Alice ao cair numa toca de coelho, que a leva a um lugar povoado por criaturas fantásticas e enigmas.

77. Ardil 22, de Joseph Heller

Ambientado na Segunda Guerra Mundial, este clássico antibelicista e satírico consagrou Joseph Heller no meio literário e foi aclamado pela crítica inglesa ao enfatizar, de modo irônico, o absurdo da guerra e as atrocidades cometidas nos campos de batalha. Ardil-22 foi livremente inspirado nas próprias experiências de Heller, que entrou para a United States Army Air Corps e, aos 20 anos, foi enviado para a Itália, onde voou em 60 missões de combate como bombardeador em um B-25.

76. O Processo, de Franz Kafka

Na sua luta para descobrir por que o acusam, por quem é acusado e que lei ampara a acusação, K. defronta permanentemente com a impossibilidade de escolher um caminho que lhe pareça sensato ou lógico, pois o processo de que é vítima segue leis próprias: as leis do arbítrio.

75. Cider with Rosie, de Laurie Lee

Cider with Rosie é um livro de memórias de uma vívida infância em uma aldeia remota em Cotswold, na Inglaterra, uma aldeia antes da eletricidade ou dos carros, um lugar atemporal à beira da mudança.

74. Waiting for the Mahatma, de RK Narayan

Sriram tem vinte anos. A evolução do jovem para a idade adulta é, para ele, o processo estranho e desconcertante. Bharati, uma menina encantadora e imprevisível, leva-o para uma comitiva de Mahatma Gandhi. Sriram se sente inspirado por Gandhi, mas ele é muito facilmente influenciado por patriotas como Jagadish, um terrorista.

73. Nada De Novo No Front, de Erich Remarque

Paul Baumer é filho de uma humilde família alemã durante a Primeira Guerra Mundial. Convencido de seu dever patriótico por adultos e professores, abandona os bancos escolares e se junta às trincheiras de soldados alemães. Em pouco tempo, Paul se vê cercado por um ambiente de horror, vê meninos como ele perecerem e percebe que trocou a sua juventude por uma única e cruel certeza: a do absurdo da guerra, esteja-se do lado que se estiver.

72. Dinner at the Homesick Restaurant, de Anne Tyler

Pearl Tull está chegando ao fim de sua vida, mas não de sua memória. Desde 1944, quando seu marido a deixou, ela criou sozinha seus três filhos muito diferentes. Agora crescidos, eles se reuniram – com raiva, com esperança e com uma história bonita, dura, e deslumbrante para contar.

71. O Sonho da Câmara Vermelha (The Dream of the Red Chamber), de Cao Xueqin

Jia Baoyu ama sua prima adoentada Lin Daiyu, porém está predestinado a se casar com outra prima, Xue Baochai. Este triângulo amoroso tem como pano de fundo o declínio do clã Jia, uma das mais ilustres famílias na capital.

70. O Leopardo (The Leopard), de Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Ambientado na década de 1860, O Leopardo é a fascinante história de uma aristocracia siciliano decadente ameaçada pelas forças da democracia e da revolução.

69. Se Um Viajante Numa Noite de Inverno, de Italo Calvino

No centro de preocupação deste romance está um tema que os teóricos chamam de “crise da representação”, ou seja, no mundo capitalista contemporâneo, dividido, múltiplo, alienado, não teriam mais lugar os romances tradicionais, com princípio, meio e fim, que constroem personagens e organizam o mundo, dando um sentido às coisas. Calvino “socorre” esse leitor que é inquieto e exigente mas que gostaria que os autores escrevessem livros “como uma macieira faz maçãs”. Para isso, faz do próprio leitor seu personagem principal, cuja grande missão é ler romances.

68. Crash, de JG Ballard

Narrado em primeira pessoa por um roteirista de cinema e publicidade, o livro mistura um minucioso realismo à mais ousada fantasia ao retratar uma espécie de irmandade de indivíduos doentios, obcecados pelas possibilidades eróticas dos desastres de automóvel. O líder do grupo, Robert Vaughan, passa seus dias nas vias expressas da região do aeroporto de Londres, procurando acidentes sangrentos, que ele fotografa em todos os detalhes escabrosos. Depois, com prostitutas colhidas à beira da estrada, busca reproduzir, em bizarros atos sexuais no interior do carro, as posições das vítimas lesionadas.

67. Uma Curva no Rio, de VS Naipaul

O muçulmano Salim é um imigrante indiano que se estabelece num país africano recém-desocupado pelos colonizadores britânicos. Protagonista e narrador de Uma curva no rio, ele assiste à lenta degradação dessa sociedade depois que o Grande Homem, um líder populista e corrupto, assume o poder.

66. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

O livro conta a historia de Raskólnikov, um jovem estudante perturbado pelas privações e duras condições de vida. Vivendo em um quarto alugado e cercado por pessoas desprezíveis, quem mais o incomoda é a sua própria consciência.

65. Doutor Jivago, de Boris Pasternak

Boris Pasternak reconstitui parte da história moderna da Rússia ao narrar o drama vivido pelo médico e poeta Iúri Jivago, que foi preso pelos bolcheviques e obrigado a colaborar com eles. Criado durante a Primeira Guerra Mundial, incapaz de controlar seu destino diante da revolução e da guerra civil entre o Exército Branco e o Vermelho, Iúri Jivago firmou-se como um dos grandes heróis da literatura russa.

64. Trilogia do Cairo, de Naguib Mahfouz

Nagib Mahfuz reproduz a evolução das ideias que marcaram profundamente a sociedade egípcia entre as duas grandes guerras. Uma das maiores referências da literatura islâmica, o autor resgata, com seu texto romanceado, uma parte importante da história social do Egito.

63. O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson

Ao narrar as experiências de um médico que tomou uma poção e descobriu “a dualidade absoluta e primordial do homem”, o autor escocês criou um suspense em que o perigo iminente não está do lado de fora, e sim do lado de dentro, na parte obscura da alma.

62. Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Lemuel Gulliver sempre sonhou em viajar pelo mundo. Quando uma forte tempestade destrói seu barco e o lança à deriva em meio a terras desconhecidas, Gulliver é levado a lugares inimagináveis. Ele viaja a Lilliput, terra de pequeninos habitantes, e Brobdingnag, onde os moradores são altíssimos, como gigantes. Ele vai, ainda, para uma ilha flutuante sobre as nuvens, visita uma terra de imortais e se vê preso em uma nação governada por cavalos. Passa por lugares onde encontra exércitos em guerra e reis sedentos de poder, e cada nova viagem o faz querer mais fortemente encontrar o caminho de casa.

61. Meu Nome É Vermelho, de Orhan Pamuk

Construída por dezenove narradores – entre eles um cachorro, um cadáver e o pigmento cuja cor dá nome ao livro -, a história surpreende pela exuberância estilística, que reflete o encontro de duas culturas. Narrativa policial, um amor proibido e reflexões sobre as culturas do Oriente se reúnem neste livro. Estamos em Istambul, no fim do século XVI. Para comemorar o primeiro milênio da fuga de Maomé para Meca, o sultão encomenda um livro de exaltação à riqueza do Império Otomano.

60. Cem Anos De Solidão, de Gabriel García Márquez

Um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o livro narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo.

59. Campos de Londres, de Martin Amis

Ela sabe que vai morrer. Mulher sedutora, íntima do mundo pornográfico, já sonhou com sua morte. Inevitável? Dificilmente, pois Nicola precisa morrer e escolherá um assassino para executá-la. Talvez Guy Clinch, o bom rapaz da apática aristocracia inglesa seja o agente do plano de morte de Nicola.

58. Os Detetives Selvagens de Roberto Bolaño

Os personagens principais deste livro são os amigos Ulises Lima e Arturo Belano, dois poetas que decidem investigar o que teria acontecido com Cesárea Tinajero, uma misteriosa e desaparecida poeta da vanguarda mexicana. Mas embora a história gire em torno destes dois detetives selvagens, o verdadeiro detetive do romance é o leitor.

57. O Jogo das Contas de Vidro, de Herman Hesse

Romance futurista que se passa no século XXIII em Castália, comunidade mítica em que intelectuais se deleitam na prática de uma atividade lúdica complexa e requintada que define os valores da sociedade: o jogo das contas de vidro, ou o jogo de avelórios.

56. O Tambor, de Günter Grass

Obra polêmica do Prêmio Nobel de Literatura, este livro foi considerado por muitos o melhor romance sobre o dilaceramento do mundo alemão no pós-guerra. O herói é um anão que, sob as aparências da infância, tem a maturidade de um adulto. Ao tocar seu tambor ele ressuscita suas lembranças de sua família e de seu país agitando um universo grotesco e misterioso cuja lógica não é deste mundo.

55. Austerlitz, de WG Sebald

O professor Jacques Austerlitz explora a estação ferroviária de Liverpool Street, em Londres, coletando material para suas pesquisas, quando é subitamente tomado por uma visão retrospectiva que talvez o ajude a explicar o sentimento incômodo de ter vivido sempre uma vida alheia. A partir dessa experiência, Austerlitz passa a reconstruir a própria história, descobrir a própria biografia

54. Lolita, de Vladimir Nabokov

De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século.

53. O Conto da Aia, de Margaret Atwood

Em um futuro muito próximo, não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América.

52. O Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger

Holden Caulfield, um garoto americano de 16 anos, estudante de um internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de falhar mais uma vez na escola. Na volta para casa, pensa sobre o que viveu e sua visão de mundo e tenta vislumbrar algum rumo para sua vida.

51. Submundo, de Don DeLillo

Escrito por um dos maiores romancistas americanos da atualidade, Submundo é uma história de amor e desilusão. É também um romance sobre a derrubada de mitos. Seus protagonistas principais são uma artista que atingiu o auge nos anos 70 e um especialista em armazenamento de lixo tóxico, que a conheceu um pouco antes que a vida dela fosse transtornada por um ato de consequências devastadoras.

50. Amada, de Toni Morrison

Eleito em 2006 pelo New York Times o livro de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos, Amada é o mais conhecido romance de Toni Morrison. Ambientado em 1873, época em que o país começava a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida, conta a história da ex-escrava Sethe, que após fugir de uma fazenda no Kentucky refugia-se em Cincinatti.

49. As Vinhas Da Ira, de John Steinbeck

Este livro representa o confronto entre indivíduo e sociedade, através da epopeia da família Joad, expulsa pela seca dos campos de algodão de Oklahoma, para tentar a sobrevivência como boias-frias nas plantações de frutas do Vale de Salinas, na Califórnia.

48. Go Tell It on the Mountain, de James Baldwin

Publicado pela primeira vez em 1953, é a primeira grande obra de Baldwin, um romance que se estabeleceu como um clássico americano. Com precisão lírica, franqueza psicológica, ressoando poder simbólico, Baldwin narra a descoberta de um menino de quatorze anos de idade dos termos de sua identidade como o enteado do ministro de uma Igreja Pentecostal no Harlem.

47. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera

O livro, de 1982, tem quatro protagonistas: Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.

46. O Apogeu de Miss Jean Brodie (The Prime of Miss Jean Brodie), de Muriel Spark

Miss Jean Brodie é uma professora singular. Romântica, heroica, cômica e trágica, as suas ideias são avançadas, entrando em conflito com as convenções estabelecidas. E quando decide transformar um grupo de jovens sob a sua tutela na nata da nata da escola Marcia Blaine, ninguém consegue prever o que acontecerá.

45. Le Voyeur, de Alain Robbe-Grillet

Mathias, um tímido e ineficaz caixeiro-viajante, retorna para a ilha do seu nascimento após uma longa ausência. Dois dias depois, uma menina de treze anos de idade, é encontrada afogada e mutilada. Com precisão assustadora, Robbe-Grillet nos coloca na cena do crime e leva-nos para dentro da mente de Mathias no encalço de um maníaco homicida.

44. A Náusea, de Jean-Paul Sartre

Escrito sob a forma de diário íntimo, o autor constrói seu romance filosófico a partir dos sentimentos e da observação de ações banais de Antoine Roquentin, o protagonista, que, ao perambular por uma cidade desconhecida, é confrontado com o absurdo da condição humana.

43. A tetralogia Coelho, de John Updike

Na série Coelho [“Coelho Corre” (1960), “Coelho Em Crise” (1971), “Coelho Cresce” (1981) e “Coelho Cai” (1990)], Updike traça um painel balzaquiano da vida americana. A tetralogia acompanha Harry Angstrom, o Coelho (jogador de basquete frustrado), e sua família.

42. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

Ao escapar do pai violento e se refugiar em uma ilha, Huck Finn aproxima-se de Jim, um escravo fugido, e desenvolve com ele uma solidária relação de amizade. Em busca de liberdade, a dupla começa uma viagem pelo leito do rio Mississippi, e a cada parada envolve-se em inusitadas aventuras.

41. O cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle

A morte do rico proprietário Charles Baskerville está relacionada a um mistério que envolve uma antiga maldição de família, uma grande herança e um enorme cão fantasmagórico. Baseado em lendas locais sobre cães negros e fantasmas vingativos, esse é mais um caso brilhante do imbatível detetive de Baker Street.

40. A casa da felicidade (House of Mirth), de Edith Wharton

A bela Lily Bart vive entre os “nouveaux riches” de Nova Iorque, gente cujas fortunas foram feitas graças aos caminhos-de-ferro, aos transportes marítimos e à especulação imobiliária. É neste mundo moral e esteticamente decadente que Lily procura um marido capaz de satisfazer a sua enorme necessidade de se sentir admirada bem como de lhe garantir o luxo e a opulência que tanto aprecia.

39. O mundo se despedaça, de Chinua Achebe

Romance fundador da moderna literatura nigeriana, o livro narra a história de Okonkwo, guerreiro de um clã que se desintegra depois da chegada do homem branco e de suas instituições. Um dos mais importantes autores africanos da atualidade, Achebe recebeu o Man Booker International em 2007.

38. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Obra-prima de F. Scott Fitzgerald, este clássico do século XX retrata a alta sociedade de Nova York na década de 1920, com sua riqueza sem precedentes, festas nababescas e o encanto das melindrosas ao som do jazz. O sol em ascensão desse universo cintilante e musical é o enigmático milionário Jay Gatsby, ao redor do qual orbitam três casais glamorosos e desencontrados, numa trama densa, repleta de intrigas, paixões e conflitos que precipitam o trágico eclipse.

37. O Guardião (The Warden), de Anthony Trollope

A atmosfera tranquila da cidade catedral de Barchester é destruída quando é descoberto um escândalo na casa para idosos gerenciada pela Igreja.

36. Os Miseráveis, de Victor Hugo

O fio condutor do romance é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.

35. Lucky Jim, de Kingsley Amis

A história centra-se na vida de James “Jim” Dixon, um professor universitário de História Medieval que, ao contrário do que o título sugere, não se sente particularmente sortudo – está aborrecido com o seu trabalho e lutando por sobreviver a uma sociedade burguesa e provinciana. Nesta comédia do absurdo, toda a ação se desenvolve em torno do controle individual sobre o outro.

34. O Sono Eterno, de Raymond Chandler

Philip Marlowe, detetive particular em Los Angeles, é chamado à mansão do velho General Sternwood para investigar um caso de chantagem, aparentemente banal, envolvendo uma de suas filhas. Em pouco tempo, Marlowe percebe que algo se esconde atrás desse pedido, e que as duas filhas do General, Vivian e Carmen Sternwood, podem ser mais perigosas do que aparentam.

33. Clarissa, de Samuel Richardson

Considerada a novela mais longa no idioma inglês, Clarissa conta a história trágica de uma heroína cuja busca pela virtude é continuamente frustrada por sua família.

32. Dance To The Music Of Time, de Anthony Powell

Nesta sequência de doze novelas, Anthony Powell narra a vida de mais de três centenas de personagens, e é uma evocação de vida única no século XX Inglaterra.

31. Suite Francesa, de Irène Némirovsky

Embora tenha concebido o livro como uma obra em cinco partes, Irene Nemirovsky só conseguiu escrever duas partes do romance antes de ser presa, em julho de 1942. Morreu em Auschwitz no mês seguinte. O manuscrito foi salvo por sua filha Denise, que, apenas décadas depois, descobriu que, o que imaginava ser o diário da mãe, era na verdade uma inestimável obra de arte, que viria a ser aclamada pelos críticos europeus como o Guerra e Paz da Segunda Guerra Mundial.

30. Reparação, de Ian McEwan

Na tarde mais quente do verão de 1935, na Inglaterra, a adolescente Briony Tallis vê uma cena que vai atormentar a sua imaginação: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância, tira a roupa e mergulha, apenas de calcinha e sutiã, na fonte do quintal da casa de campo. A partir desse episódio e de uma sucessão de equívocos, a menina, que nutre a ambição de ser escritora, constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia. Comete um crime com efeitos devastadores na vida de toda a família e passa o resto de sua existência tentando desfazer o mal que causou.

29. A Vida Modo de Usar, de Georges Perec

Construído a partir de muitas histórias que se cruzam, este livro, publicado em Paris em 1978, quatro anos antes da morte prematura do autor, aos 46 anos, traz um novo estilo literário aliado a uma tradição narrativa. Misturando ironia e angústia, mostra como a busca de um projeto estrutural e o imponderável da poesia se tornam uma só coisa.

28. Tom Jones, de Henry Fielding

Esta história é um convite a acompanhar de perto a vida de Tom Jones desde seu nascimento até a fase adulta. Durante sua trajetória, Tom enfrentará questões como crime, injustiça, desencontros e aprenderá, principalmente, a lidar com o amor.

27. Frankenstein ou o Prometeu Moderno, de Mary Shelley

O arrepiante romance gótico de Mary Shelley foi concebido quando a autora tinha apenas dezoito anos. A história, que se tornaria a mais célebre ficção de horror, continua sendo uma incursão devastadora pelos limites da invenção humana. Obcecado pela criação da vida, Victor Frankenstein saqueia cemitérios em busca de materiais para construir um novo ser. Mas, quando ganha vida, a estranha criatura é rejeitada por Frankenstein e lança-se com afinco à destruição de seu criador.

26. Cranford, de Elizabeth Gaskell

Um dos romances mais conhecidos da escritora inglesa do século XIX Elizabeth Gaskell, a história se passa na fictícia Cranford, uma cidade inglesa interiorana, em meados do século XIX, quase exclusivamente habitada por mulheres. Narrado em primeira pessoa por Mary Smith, uma visitante assídua da localidade, o livro conta as aventuras de Miss Matty e Miss Deborah, duas irmãs solteironas que se esforçam para viver com dignidade em circunstâncias de escassez.

25. A Pedra Da Lua , de Wilkie Collins

Considerado o primeiro romance policial no idioma inglês, o romance de Wilkie Collins acompanha Rachel Verinder, inglesa que herda um grande diamante indiano no seu décimo oitavo aniversário. Durante sua grande festa de aniversário, a jovem usa o diamante para que todos possam ver – e, é claro, o a pedra é roubada. Contada em uma série de narrativas que acompanham alguns dos personagens principais, o enredo complexo busca explicar o roubo, identificar o ladrão, encontrar o diamante e recuperá-lo.

24. Ulysses, de James Joyce

Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande romance do século XX.

23. Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Emma Bovary, casada com o médico Charles, vive imersa na leitura de romances românticos e, por viver um casamento enfadonho, procura no adultério a libertação de seus problemas. Da criação de Flaubert partem grandes linhas de força do romance moderno e sua repercussão no contexto literário francês e mundial é intensa e permanente.

22. Uma passagem para a Índia, de EM Forster

O livro reconstitui, de maneira ficcional, aspectos da colonização inglesa na Índia, detendo-se sobretudo no conflito que se estabeleceu durante o contato de duas culturas tão diferentes. Uma passagem para a Índia mistura o relato de viagem à análise da sociedade que se criou com a chegada dos colonizadores. Forster, no entanto, não esbarra em um problema comum a esse tipo de texto – a parcialidade –, e abre espaço no livro para uma pluralidade de pontos de vista que compõem painel bastante diversificado da Índia ocupada pelos ingleses.

21. 1984, de George Orwell

Winston vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada um vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel.

20. A Vida e As Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne

Faltam algumas páginas no volume IV deste livro. Não por erro de edição, mas por determinação do narrador – o cavalheiro Tristram Shandy -, que decide suprimir um capítulo inteiro simplesmente por julgá-lo de qualidade muito superior a tudo o que escrevera: a excelência dessas páginas seria um atentado ao equilíbrio e à harmonia do livro. Foram ousadias desse tipo que ajudaram a fazer de Tristram Shandy um best-seller do século XVIII.

19. A Guerra Dos Mundos, de HG Wells

Por tempos, os homens foram estudados à distância pelos marcianos, que os observavam como quem analisa micróbios por um microscópio. No final do século XIX, entretanto, eles partem para a Terra e aterrissam nos arredores de Londres.

18. Furo! uma História de Jornalistas (Scoop), de Evelyn Waugh

O que pode acontecer quando The Beast, importante jornal londrino, manda como correspondente de guerra para um obscuro país africano o sr. Boot, um ingênuo aristocrata interiorano, especialista em descrever bucólicas cenas campestres? Desse pequeno engano decorre uma comédia de equívocos que culmina num inesperado furo de reportagem. E a partir desse erro Evelyn Waugh monta um romance, onde o absurdo se torna rotina e o mundo do jornalismo é ridicularizado.

17. Tess, de Thomas Hardy

Adaptado para os cinemas em 1979 por Roman Polanski, o livro conta a história de Tess Durbeyfield, uma camponesa de família pobre que descobre um possível parentesco com uma rica família da região.

16. O Condenado, de Graham Greene

Lançado em 1938 e primeiro sucesso comercial da carreira do autor, o livro é uma trama policial que envolve o jornalista Charles Hale, o gângster Pinkie, a garçonete Rose e a sensual Ida Arnold.

15. The Code of the Woosters, de PG Wodehouse

Esta é uma das famosas histórias de Jeeves e Wooster, narradas pelo rico e desmiolado Bertie Wooster. Uma série de contos e romances que narram as situações improváveis e infelizes em que Bertie e seus amigos se encontram e da forma em que seu engenhoso valet Jeeves é sempre capaz de tirá-los.

14. O Morro Dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

A obra conta a história da paixão entre Heathcliff e Catherine na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes. Amigos de infância, eles são separados pelo destino, mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta – um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança.

13. David Copperfield de Charles Dickens

David nasce pouco depois da morte do seu pai. A mãe, Clara, é fraca, mas ama-o. Quando David tem nove anos, ela casa de novo com um homem cruel e disciplinador que acaba por ser responsável pela sua morte, pouco depois de David ter sido enviado para um colégio interno. David é então posto de novo fora de casa, desta vez para ser criado de uma família de Londres que se dedica ao comércio de vinhos.

12. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe

Rebelando-se contra a vida pacata e metódica da classe média de York, na Inglaterra, o jovem Robinson Crusoé foge de casa e se torna marinheiro. Numa de suas viagens, vem para o Brasil, onde se estabelece como senhor de engenho. Sempre em busca de aventuras, parte para a Guiné, na África, a serviço de comerciantes de Salvador, mas uma tempestade leva seu navio para o mar do Caribe e outra o faz naufragar.

11. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas.

10. Don Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes

D. Quixote, um fidalgo de Castela apaixonado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu “ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos e desfazendo agravos” e parte para uma aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança.

9. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Toda a história do romance se passa num único dia, em junho de 1923, em que Clarissa Dalloway resolve comprar flores para a festa que vai oferecer logo mais, à noite, em sua casa. A partir desta cena inicial, o romance segue a protagonista pelas ruas de Londres num ritmo cinematográfico, registrando suas ações, sensações e pensamentos.

8. Desonra, de JM Coetzee

O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy. Com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, o romance investiga as relações entre uma cultura humanista e a situação social explosiva da África do Sul pós-apartheid.

7. Jane Eyre, de Charlotte Brontë

Quebrando paradigmas e criticando a realidade vitoriana da época, Jane Eyre desafia o destino imposto às mulheres e as posições sociais que elas deveriam ocupar. Recheado de características góticas, o romance possui personagens inesquecíveis e transformadores, como a figura do misterioso Rochester, patrão de Jane e peça vital da narrativa.

6. Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

Nesta obra em sete volumes (que começa com “No caminho de Swann”), Marcel – o protagonista, cujo nome só é citado duas vezes no romance – segue um percurso para se tornar escritor. Ao longo da história, o autor percorre várias reflexões sobre o amor, a arte e a passagem do tempo.

5. Coração das Trevas, de Joseph Conrad

A novela Coração das trevas é um dos maiores clássicos da literatura do século XX, conhecida também por ter servido de ponto de partida para o filme Apocalypse Now!. O leitor acompanha o mergulho do protagonista Marlowe pelos meandros da selva africana e das perversões mais profundas do projeto de exploração colonial. A missão de Marlowe é resgatar Kurtz, um comprador de marfim cujos métodos acabam por se revelar inadequados para a empresa mercantil que o contratou.

4. Retrato de Uma Senhora, de Henry James

Num século em que a esposa burguesa insatisfeita tornou-se um personagem literário central, e o adultério um motivo romanesco recorrente, Henry James colocou em cena uma heroína singular, cuja carência essencial é de outra ordem.

3. Anna Kariênina, de Leo Tolstoy

“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.” Esta é uma das aberturas mais famosas de todos os tempos, e ainda hoje impressiona a sabedoria concisa com que Tolstói introduz o leitor no universo de Anna Kariênina. A personagem-título, ao abandonar sua sólida posição social por um novo amor, e seguir esta opção até as últimas consequências, potencializa os dilemas amorosos, vividos dentro ou fora do casamento, de toda a ampla galeria de personagens que a circunda.

2. Moby Dick, de Herman Melville

O livro traz o relato de um marinheiro letrado, Ishmael, sobre a última viagem de um navio baleeiro de Nantucket, o Pequod, que parte da costa leste dos Estados Unidos – com sua tripulação multiétnica – rumo ao Pacífico Sul, onde encontra o imenso cachalote branco que, no passado, arrancara a perna do vingativo capitão Ahab.

1. Middlemarch: Um Estudo da Vida Provinciana, de George Eliot

Mais importante romance do período vitoriano, nele, George Eliot aborda todos os temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, carácter, sociedade e relações humanas. Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância). Um grande clássico inglês para fechar a lista dos 100 livros para ler antes de morrer.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.