A inspiração dos jornalistas

A inspiração dos jornalistaskaboompics / reprodução

Poucos profissionais trabalham tão intensamente com a linguagem quanto os jornalistas. Elaborar uma pauta, escrever uma reportagem ou até mesmo uma pequena nota exigem um bom uso do português. Nestes casos, a gramática não é a única coisa exigida. A forma como a notícia será contada também é muito importante e, para isso, o jornalista precisa sempre estar munido de ótimas referências.

Com essa ideia em mente, o Portal Imprensa convidou 40 jornalistas de diversas áreas para elaborar uma lista com os 10 livros que consideram como base do seu “modo de pensar, de agir e de fazer o jornalismo”. O Portal copilou as 400 respostas e as 10 obras mais citadas estão listadas abaixo. Entre no site para conferir as justificativas para tê-los em sua estante.

10 – 1984, de George Orwell
9 – A regra do jogo, de Cláudio Abramo
8 – Dom Casmurro, de Machado de Assis
7 – Minha razão de viver, de Samuel Wainer
6 – O reino e o poder, de Gay Talese
5 – Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti
4 – O anjo pornográfico, de Ruy Castro
3 – Fama e anonimato, de Gay Talese
2 – Chatô, o rei do Brasil, de Fernando Morais
1 – A sangue frio, de Truman Capote

“Se há uma obra literária que define o jornalismo investigativo, esta é A sangue frio. A jornada conduzida por Capote não é somente pela busca da reportagem perfeita ou mesmo pela verdade absoluta dos fatos. Ele nos ensina que qualquer história se torna mais interessante à medida em que nos aprofundamos no que há de mais verdadeiro nelas: os corações dos protagonistas. Uma verdade pessoal é relativa, mas pode ser mais contundente do que qualquer fato consumado. Capote enxergou (e sentiu) isso.”

Pablo Miyazawa, editor-chefe da Rolling Stone Brasil

O Portal Imprensa irá divulgar a lista feita por cada um dos jornalistas convidados, sempre em grupos de 10 pessoas. O primeiro copilado já está disponível no Portal.

Caricatura feita por Baptistão.

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.