Caio Fernando Abreu na intimidade

Caio Fernando Abreu na intimidadeRedd Angelo / unsplash

Durante a década de 1970, os escritores Nei Duclós e Caio Fernando Abreu mantiveram uma amizade muito intensa. Entre os dois, havia a distância: Caio F. morava em Porto Alegre e Duclós em São Paulo. Na falta de e-mail ou Facebook, os dois se correspondiam frequentemente por cartas.

Guardadas nos arquivos de Duclós por 35 anos, estas cartas já foram motivo de interesse de estudiosos e biógrafos. Resistente às investidas, só foi divulgá-las em 2011. Nas cartas, um Caio F. de apenas 27 anos mostra os seus medos, seus planos e sonhos. Dentre os vários assuntos abordados, ele fala da paixão em ser escritor, da sua fase auto-crítica e da dificuldade em morar em Porto Alegre ou, como era carinhosamente chamada, Porto Xarope.

As cinco correspondências podem ser conferidas no site do Jornal Opção. Quem transcreveu foi o próprio Nei Duclós, que acrescentou algumas informações para contextualizar cada uma delas. Para ver as cartas, clique aqui, aqui e aqui.

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.