Confusões na Biblioteca Nacional

Confusões na Biblioteca NacionalRedd Angelo / unsplash

A Biblioteca Nacional está vivendo um enredo daqueles bem difíceis de entender. Muitos personagens, muitas falas diferentes, muitas brigas. Tudo começou com a publicação de uma resenha na Revista de história da Biblioteca Nacional sobre o livro Privataria Tucana. A resenha de Celso de Castro Barbosa, como o próprio livro, questiona a honestidade tucana. Claro que a consequência imediata foram protestos públicos por parte do PSDB.

Consequência dos protestos ou não, Celso de Castro Barbosa foi demitido pelo ex-editor da revista, Luciano Figueiredo. O “ex” é porque Luciano foi demitido logo depois pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). Como nessa história uma coisa sempre leva a outra, o conselho editorial da revista ameaçou renunciar em apoio a Luciano.

As relações são tão complicadas que o presidente da Fundação da Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorin, resolveu interferir. Ele pretende lançar nas próximas semanas um edital que convocará interessados em coeditar suas publicações e resolver dois problemas de uma vez só: adequar-se às exigências recentes dos órgãos públicos de fiscalização e encerrar a disputa entre a Sabin e o conselho editorial. No edital, as funções de cada um está especificada para não gerar mais dúvidas e confusões: a sociedade gere a revista, e os conselheiros cuidam do conteúdo e da indicação do editor, sem vetos. Tomara que o final dessa história seja feliz!

Vimos na Folha de São Paulo
Imagem: Divulgação/Internet