Vovó-escritora

Vovó-escritoraAbigail Keenan / reprodução

Ela nasceu no leste europeu, veio pra cá ainda criança e fez sucesso no Brasil como escritora. Você pode ter pensado em Clarice Lispector, mas a autora da vez é popular entre os baixinhos. A russa Tatiana Belinky, que completou 93 anos no mês passado, está longe da aposentadoria. Só em 2012, ela já publicou dois livros. No currículo, são mais de 270.

A escrever obras infantis começou depois de um tempo, na década de 1980. Mas isso não quer dizer que ela já não conhecesse o universo da meninada. Junto do marido, ela fez adaptação de peças para crianças. Entre 1950 e 1966, se dedicou a escrever programas infantis para a TV Tupi, como a primeira versão do Sítio do Pica-pau Amarelo, que era feita ao vivo.

Tatiana é viúva, após cinco décadas de matrimônio. Tem dois cachorros, sete gatos, uma porção de netos e bisnetos. É “velhinha, velhinha”, como gosta de brincar. Ela diz que o computador veio tarde e que ainda usa a caneta e o papel para dar vida a suas histórias. A simpática vovó-escritora também é famosa por seus limeriques – poesias divertidas com apenas cinco versos. “São poeminhas / Que sempre só têm cinco linhas, / Contando, rimados, / Uns ‘causos’ gozados: / Estórias bem piradinhas”, define a própria autora.

Neste 18 de abril – Dia Nacional do Livro Infantil – as crianças da baixada santista, no interior de São Paulo, também poderão embarcar na aventura dos limeriques. Alunos da rede pública e privada entre seis e onze anos têm a chance de escrever seus próprios textos curtos no Concurso Literário Tatiana Belinky. Conhece alguém que pode participar? Dê uma lida no regulamento da competição. Mas não deixe de fazer seu limerique também!

Informações da FolhaOnline. Foto de divulgação.

Victor Vieira

Não leio bula de remédio. Falar isso seria exagero e estou longe de virar hipocondríaco. Mas é verdade que com as letras arrisquei quase tudo. No jornalismo, aprendi a espremer palavras para sair notícia. A ficção me ensinou a percorrer lugares na distância entre uma prateleira e outra. E escrever garante, a mim e a quem mais embarcar, novos roteiros para essas viagens.

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