Investimentos no Plano Nacional do Livro e da Leitura

Investimentos no Plano Nacional do Livro e da LeituraRedd Angelo / unsplash

Enquanto o mundo comemorava o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, os brasileiros ganharam um presente. A ministra da cultura, Ana de Hollanda, anunciou para este ano investimentos de R$ 373 milhões para o Plano do Livro e da Leitura. Desde o fim de 2011, o Plano deixou de ser restrito aos Ministérios da Educação e da Cultura para se tornar uma ação de governo. Ao todo, serão 42 projetos divididos em quatro eixos, com foco nas bibliotecas para 2012:

·  Democratização do acesso – cerca de R$ 255 milhões

·  Fomento à leitura e formação de mediadores – cerca de R$ 56 milhões

·  Valorização institucional da leitura – cerca de R$ 8 milhões

·  Fomento à cadeia criativa e à cadeia produtiva – cerca de R$ 55 milhões

Serão apoiados projetos de bibliotecas com telecentros, construção de bibliotecas-parques, apoio a bibliotecas comunitárias, pontos de leitura e bibliotecas municipais. Outra ação prevista é a ampliação de acervos e formação de bibliotecários em 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 cidades do país.

Com apoio do Ministério da Cultura, os investimentos também contemplam cerca de 200 eventos literários e quase 175 caravanas de escritores pelo país em 2012. Na perspectiva de democratizar as oportunidades, serão publicados editais específicos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – onde há índices mais baixos de leitura. Os estados da Amazônia Legal, por exemplo, receberão 30% dos recursos para estes editais.

Entre as outras das principais ações, estão a internacionalização da literatura nacional, formação de agentes mediadores da leitura, lançamento de cem clássicos em ebook, implantação de 30 pontos de ancestralidade africana e o incentivo aos Planos Estaduais e Municipais do Livro e da Leitura.

Informações do Ministério da Cultura. Imagem da Agência Brasil.

Victor Vieira

Não leio bula de remédio. Falar isso seria exagero e estou longe de virar hipocondríaco. Mas é verdade que com as letras arrisquei quase tudo. No jornalismo, aprendi a espremer palavras para sair notícia. A ficção me ensinou a percorrer lugares na distância entre uma prateleira e outra. E escrever garante, a mim e a quem mais embarcar, novos roteiros para essas viagens.

Últimos posts por Victor Vieira (exibir todos)