Ironia do destino

Ironia do destinoRedd Angelo / unsplash

Quando os criadores do Super-Homem, Jerome Siegel e Joe Shuster, decidiram vender os direitos do personagem, em 1938, nem imaginavam o negócio bilionário que estavam fazendo. Bilionário não para eles, mas para a Detective Comics, mais conhecida como DC Comics, que comprou os direitos por nada mais que US$ 130 (R$ 240).

A primeira aparição oficial do personagem foi ainda em 1938, na revista Action Comics. Quando o primeiro filme foi lançado, em 1978, sucesso de bilheteria, rendeu quantias estratosféricas para a DC Comics. Enquanto isso, Joe Shuster estava empobrecido, trabalhando para uma empresa de entregas. Tanto Shuster como Siegel tentaram reaver os direitos do personagem que praticamente lançou o conceito de super-herói, mas foi em vão. Os dois morreram na década de 1990 sem desfrutar de um tostão que o Super-Homem rendeu à DC Comics e aos demais envolvidos com as adaptações da HQ pra os cinemas.

Por ironia, o mísero chegue de US$ 130 da negociação dos direitos do Super-Homem foi leiloado na internet, no mês de abril, e quem o levou pra casa desembolsou US$ 160 mil (R$ 294 mil). Segundo a DC Comics era para o cheque ter sido jogado no lixo junto com os outros documentos do último processo em que Siegel e Shuster tentaram reaver os direitos do personagem. Mas um funcionário guardou o cheque que hoje vale mais de mil vezes a quantia que os criadores do personagem receberam.

Vimos na BBC Brasil