Rachel de Queiroz: vida literária e política

Rachel de Queiroz: vida literária e políticaRedd Angelo / unsplash

A primeira mulher a usar o fardão da Academia Brasileira de Letras confessa que nunca gostou muito de escrever: “Escrever não é prazeroso, escrever é cansativo e imperioso. […] Eu tenho uma preguiça horrível de escrever”. Apesar de a escrita ser algo penoso, a cearense Rachel de Queiroz assinou mais de dez romances para o público adulto e infanto-juvenil, títulos para teatro e inúmeras crônicas.

Seu livro mais famoso, O quinze, foi escrito quando a autora precisou ficar de repouso devido a uma congestão pulmonar e suspeita de tuberculose. A obra conta a história da luta de um povo sufocado pela seca – realidade que Rachel conhecia bem. Quando menina, em 1917, sua família precisou fugir de Quixadá, no Ceará, para escapar dos horrores de uma das maiores estiagens que o Nordeste já viveu.

A vida política de Rachel de Queiroz esteve longe de ser uma constante. Ela se opôs ao governo de Getúlio Vargas e em 1931 ajudou a fundar o Partido Comunista no Ceará. No entanto, rompeu com o Partidão no ano seguinte. Tempos mais tarde, em 1964, colaborou com a deposição de João Goulart. Amiga do presidente general Castelo Branco, foi nomeada por ele delegada do Brasil na 21ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A série Memória Política, da TV Câmara, apresentou, em julho de 2002, um documentário sobre a vida literária e política de Rachel de Queiroz. Por meio de imagens, trechos de sua obra e relatos da própria autora, o filme faz um retrato dessa escritora brasileira:

Com informações daqui. E imagens daqui e daqui.

Julia Marques

Julia Marques

Quando era bem pequena resolvi escrever um livro. Era a história de um barquinho que perdeu o rumo no mar. Desde então, minha relação com a literatura vem em ondas: às vezes bate forte, sacudindo tudo. Outras vezes sossega. Encontrei no Pra Ler o sopro para essa aventura. Meu barquinho infantil segue cambaleando por esse mar de histórias, personagens, e cenários. Talvez um dia ele aviste um porto.
Julia Marques