[Bienal do Livro de Minas] Memórias e saudades de Bartô

[Bienal do Livro de Minas] Memórias e saudades de BartôBrandon Redfern / reprodução

O seu primeiro livro foram as paredes da casa de Seu Joaquim. O avô, que havia ganhado um bom dinheiro na loteria, resolveu parar de trabalhar e passava o dia todo na janela observando. Tudo o que via ficava escrito nas paredes. A memória foi um dos temas mais marcantes da obra do escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queirós.

Nesta segunda, dia 21, amigos e admiradores de Bartô se reuniram no Café Literário da Bienal do Livro de Minas para também trocarem memórias. Bartolomeu se foi no dia 16 de janeiro deste ano. Deixou mais de dez obras publicadas, muitos amigos e um tanto mais de saudade.

No bate-papo com Ninfa Parreiras e Maria Eugênia Dias – especialistas na obra de Bartolomeu – aspectos do autor se misturaram com as características do amigo querido. A escritora e psicanalista Ninfa Parreiras destacou a capacidade que os seus escritos têm de emocionar pessoas de diversas idades: “o que singulariza a obra de Bartolomeu é a universalidade”. Já a professora de Filosofia, Maria Eugênia, lembrou a relação de Bartolomeu com a escola, seu processo de alfabetização e sua relação de afeto com a professora que o (re) ensinou as primeiras frases.

A forma lúdica com que o escritor mineiro lidava com as palavras se fez som na voz da atriz Nathália Marçal. Ela, que prepara uma peça teatral a partir do livro Por parte de pai, declamou um trecho da obra:

O Pra Ler conversou com Bartolomeu Campos de Queirós para uma reportagem sobre movimentos de incentivo à leitura, veiculada em agosto de 2011. A entrevista na íntegra está disponível aqui.

Imagem: Divulgação Bienal do Livro de Minas (destaque) e da Bravo Online.

Julia Marques

Julia Marques

Quando era bem pequena resolvi escrever um livro. Era a história de um barquinho que perdeu o rumo no mar. Desde então, minha relação com a literatura vem em ondas: às vezes bate forte, sacudindo tudo. Outras vezes sossega. Encontrei no Pra Ler o sopro para essa aventura. Meu barquinho infantil segue cambaleando por esse mar de histórias, personagens, e cenários. Talvez um dia ele aviste um porto.
Julia Marques