- Receber o título de doutor honoris causa pela Universidade da Ilhas Baleares, na Espanha.
- Divulgar Federico en su balcón, a obra recém-terminada em diálogo com as ideias de Nietzsche.
- Concluir o novo livro El Baile del Centenario.
Estava lotada a agenda de Carlos Fuentes para 2012. Assim como em qualquer outro ano de sua vida. Além de ser um dos maiores símbolos da atual literatura latino-americana, também era conhecido pela rotina intensa e vocação cosmopolita. Ao desbravar as fronteiras físicas, se encontrava com gente de todo tipo para tratar de ficção e de realidade. Segundo o colega García Márquez, ainda restava tempo para dar uma mão a jovens autores. Tinha fama de generoso, disposto a encher o mundo de mais escritores. Seus únicos medos eram políticos e não literários.
Com a esposa, Silvia Lemus, enfrentou a dolorosa morte de um casal de filhos. Em um recente simpósio na França, se sentou para responder às perguntas da plateia. Já era o primeiro sinal. O autor fazia tudo de pé: autografar livros, conversar, dar palestras, Aos poucos, a vitalidade começava a dar brecha para o cansaço. Para Carlos Fuentes, a morte era de fato democrática: espera o mais corajoso e o mais covarde, o mais belo e o mais feio, o mais rico e o mais pobre. O que une todos os seres humanos é a ignorância sobre o próprio fim. “Sabemos que um dia virá, mas nunca sabemos o que é”, previa.
O dia para Carlos Fuentes foi 15 de maio de 2012. Sua última entrevista aconteceu no início do mesmo mês para o jornal espanhol El País.
Dica de @mareacultural. Caricatura do culturacomic.

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