O adeus de Ray Bradbury

O adeus de Ray BradburyRedd Angelo / unsplash

Os amantes da literatura de ficção lamentam hoje uma grande perda: Ray Bradbury, considerado um dos criadores da ficção científica faleceu na manhã desta quarta-feira de junho, aos 91 anos.

Autor de obras que se tornaram referências do gênero, como Fahrenheit 451, de 1953, e As crônicas marcianas, de 1950, Bradbury era dono de um talento ímpar para criar narrativas envolventes em futuros imaginários. Se havia algum perigo de suas obras se tornarem datadas conforme o futuro remoto se tornasse presente, Ray comprovava o poder da ficção para falar do real. Isso porque, por trás de toda tecnologia e máquinas futurísticas, tratava de um tema que torna sua obra atemporal: a condição humana.

Sua primeira obra foi publicada em 1938. A última, esta semana: Take me home aparece na primeira edição especial sobre ficção científica da revista norte-americana The New Yorker. Nos 74 anos que separam os dois marcos, publicou 11 romances e inúmeros contos, vendendo mais de 8 milhões de cópias em todo o mundo.

Para homenagear o importante escritor, o Open Culture divulgou dois antigos vídeos de Bradbury. No primeiro, de 1970, o autor defende que a literatura é a válvula de segurança da civilização, uma vez que dá vazão aos mais diferentes sentimentos que não experimentaríamos na realidade (e inclui na lista os sentimentos homicidas, uma das “tensões” aliviadas pelos livros). No segundo, de 2001, ele dá 12 dicas aos jovens escritores – o que inclui visitas recorrentes a bibliotecas, escrever sempre com alegria e não ter pretensão de ganhar dinheiro. Assista abaixo:

Foto retirada daqui.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.