Novos ares para o Pequeno Príncipe

Novos ares para o Pequeno PríncipeRedd Angelo / unsplash

“O menino que mora no meu coração”. Era assim que Antoine de Saint-Exupéry se referia à criança de cabelos rebeldes que vivia desenhando. Oficialmente, o pequeno príncipe só nasceu em 1943, quando foi publicada a primeira edição do livro homônimo do qual é personagem. O menino dos olhos de Saint-Exupéry será agora personagem de uma nova coleção da editora Leya com 20 obras, entre livros ilustrados, audio-livros, livros pop-ups e de contos para dormir.

A série é inspirada na animação exibida pelo Discovery Kids toda sexta-feira, às 20h, desde dezembro de 2011. A veiculação do desenho é uma história à parte e envolve muita polêmica. Olivier d’Agay, sobrinho do escritor e presidente da empresa que administra seu legado, defende que O Pequeno Príncipe precisava ser modernizado para chegar às crianças do seculo XXI. Segundo os autores da animação, se o menino não ganhasse outros ares, ele seria apagado pelos novos heróis e viraria uma obra cult conhecida só pelos adultos.

Para se tornar um príncipe moderno, bem no estilo dos “novos herói”, o menino agora é um adolescente que viaja de planeta em planeta, enfrentando monstros imaginários em aventuras incríveis. José Martínez Fructuoso, herdeiro da mulher do escritor, Consuelo Suncin, e, consequentemente, dono da metade dos direitos de sucessão de Saint-Exupéry, é contra e já avisou que não vai permitir “que se faça qualquer coisa” com a obra. Não que ele tenha muita voz. Devido a uma sentença judicial, Fructuoso não pode intervir nas decisões sobre O Pequeno Príncipe.

A obra original de Saint-Exupéry é o terceiro livro mais vendido do mundo:134 milhões de obras, 8 milhões só no Brasil, e foi também a obra mais traduzida. O Pequeno Príncipe pode ser lido em mais de 220 línguas e dialetos. Já a nova coleção começa a ser vendida ainda em junho. Os primeiros títulos serão O Pequeno Príncipe – Planeta do Tempo e o O Pequeno Príncipe – Pássaro de fogo.

Vimos no Cultura News, com informações daqui e daqui.

Imagem: Divulgação

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.