Anna Karenina nos palcos e no cinema

Anna Karenina nos palcos e no cinemaDylan Luder / unsplash

“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”. Assim tem início o clássico do russo Liev Tolstoi, Anna Karenina (também conhecido como Anna Kariênina). A obra, publicada na década de 1870, conta a história da personagem-título, que abandona sua prestigiada posição social por um novo amor. Retratando com maestria a sociedade russa, Tolstói conseguiu criar uma obra que se mantém atual, mesmo tantos anos depois. Hollywood viu nisso um potencial, e prepara uma nova adaptação cinematográfica da obra.

O diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley repetem a parceria firmada em duas outras adaptações de obras literárias (Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Desejo e Reparação, de Ian McEwan) para levar o clássico de Liev Tolstói para as telonas – e de forma experimental. O diretor contou à revista Empire que, como o orçamento disponível não permitia que o filme fosse rodado na Rússia, ele optou por filmar o longa nos palcos, com estética teatral, e locações construídas do zero.

A inspiração para essa escolha vem do trecho do livro de Natasha’s Dance, escrito por Orlando Figes, que afirma que a aristocracia russa se assemelha a “pessoas vivendo em cima de um palco, onde tudo era encenado”. As únicas cenas externas, com locações na Rússia e no Reino Unido, serão vividas pelo personagem Levin, interpretado por Domhnall Gleeson, o único capaz de viver no mundo real.

     

O roteiro é do premiado dramaturgo Tom Stoppard, vencedor do Oscar por Shakespeare Apaixonado. Jude Law viverá o marido de Anna, Alexei Karenin, enquanto Aaron Johnson interpreta seu objeto de afeto, o Conde Vronsky.

O filme deve chegar às telas brasileiras em 1º de fevereiro de 2013.

Com informações do Omelete e da Cosac Naify.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.