Luiz Ruffato no Sempre um Papo

Luiz Ruffato no Sempre um PapoBrandon Redfern / reprodução

Se até Deus descansou no sétimo dia, nós, meros mortais, temos direito ao descanso também – dizem os ditos populares por aí. Mas para alguns, nem domingo é dia sagrado. A obra de Luiz Ruffato, Domingos sem Deus trata dessa parcela da população brasileira que não tem um só dia de descanso porque “o inferno é provisório, e se quisermos sair dele, temos que trabalhar para isso”, disse o autor em entrevista à Folha sobre a obra. Publicado em 2011, o livro vai ser lançado aqui em Minas amanhã no projeto Sempre Um Papo. O escritor mineiro Luiz Ruffato vai estar presente em Belo Horizonte, no Sesc Palladium às 19h30, para debater sobre seu trabalho.

Domingos sem Deus é o último livro da pentalogia Inferno Provisório, que teve como proposta retratar o proletariado brasileiro desde a década de 1950 até o século XXI. A série ainda é composta por Mamma, son tanto Felice (2005), O mundo inimigo (2005) — ambos receberam o Prêmio APCA de melhor ficção —, Vista parcial da noite (2006) e O livro das impossibilidades (2008). As obras traçam um perfil das mudanças que a população trabalhadora passou durante todas essas décadas.

Luiz Ruffato, quando se propôs a escrever a pentalogia, pretendia retratar uma classe brasileira que tinha pouco espaço na literatura nacional: o trabalhador urbano sem acesso aos meios de produção. A proposta, de certa forma, nasceu desde os seus primeiros livros. Histórias de remorsos e rancores, seu romance de estreia, e (sobreviventes) trazem histórias curtas de um povo sofrido. Em Eles eram muitos cavalos, uma das obras mais conhecidas do autor, o personagem é a cidade de São Paulo, vista a partir do seu lado mais fraco.

Então: Lançamento de Domingos sem Deus, de Luiz Ruffato, no projeto Sempre um Papo, no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420 4º andar – Espaço Multiuso, Centro, Belo Horizonte), dia 18/06, às 19h30.

Imagem: Divulgação

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.