A opção pela morte

A opção pela morteDylan Luder / unsplash

“O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia”. Muitos escritores responderam “não” a esse questionamento do também escritor Albert Camus. Confira alguns escritores que, criadores de várias histórias e vários personagens, resolveram por um ponto final na narrativa da própria vida:


Ernest Hemingway:
O escritor norte-americano, autor do clássico O velho e o mar, levou uma vida turbulenta e regada ao álcool. Após sair de um clínica de tratamento, em 1961, se suicidou com um  tiro de espingarda na boca.

Stefan Zweig: “Antes de deixar a vida por vontade própria e livre, com minha mente lúcida, imponho-me última obrigação; dar um carinhoso agradecimento a este maravilhoso país que é o Brasil, que me propiciou, a mim e a meu trabalho, tão gentil e hospitaleira guarida”, dizia sua carta de despedida. O poeta e romancista austríaco suicidou-se durante seu exílio no Brasil, fugindo do avanço nazista. Em 1942, impressionado com as notícias sobre a guerra e desesperançoso quanto ao futuro, escolheu a morte junto a mulher, Lotte.

Virgínia Woolf: A escritora londrina é conhecido com uma das figuras mais proeminentes do modernismo. Virginia Woolf sempre sofreu de depressão e, num colapso nervoso em 1941, encheu os bolsos do seu casaco com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se.

Hunter S. Thompson: O jornalista e escritor norte-americano é conhecido pelo estilo de escrita extravagante e pelo sucesso Medo e delírio em Las Vagas. Suicidou-se em 2005 com um tiro na cabeça. Sua família estava em casa, na sala ao lado.

Pedro Nava: Médico e escritor brasileiro, Pedro Nava foi considerado por muitos um dos maiores memoralistas da literatura brasileira, com livros como Baú dos ossos e Chão de ferro. Suicidou-se com um tiro na cabeça numa praça do bairro Glória, no Rio de Janeiro.

Vimos no Vendedor de livros