“Por Parte de Pai” chega aos palcos de Minas

"Por Parte de Pai" chega aos palcos de MinasBrandon Redfern / reprodução

Um amor calado e imenso atravessa as páginas e chega aos palcos. Bartolomeu Campos de Queirós, que era um pouco pai de todos que o conheciam e admiravam, vai ganhar uma homenagem cheia de saudade. Por parte de pai, romance do escritor mineiro que faleceu em janeiro deste ano, chega aos palcos este mês. Depois de curta temporada em Belo Horizonte, entre os dias 27 e 28 de junho no Teatro Alterosa, a peça segue para Betim, também em Minas Gerais, e depois para Rio de Janeiro e São Paulo.

Com encenação do diretor carioca André Paes Leme, o monólogo explora a poesia da obra de Queirós – um passeio pelas memórias de uma infância vivida no interior e marcada por uma relação terna entre avô e neto. Quem dá vida às palavras do escritor é Nathália Marçal, que não é estranha às adaptações literárias. A atriz, que é jornalista por formação e estudou teatro na Casa de Artes das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, apareceu na minissérie Global, Capitu, adaptação de Dom Casmurro, do Machado de Assis, exibida em 2008.

O que a jovem, nascida na cidade de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, leva aos palcos é um espetáculo que tem como base a força das imagens criadas pelo escritor: “a cena acompanha a delicadeza e sensibilidade das palavras de Bartolomeu Queirós”, descreve o site da produtora.

Na ficha técnica, grandes nomes: o artista Ronaldo Fraga assina cenário e figurino; a dançarina Marcia Rubin cuida da preparação corporal e direção de movimentos; o experiente iluminador Renato Machado faz os desenhos de luz; a trilha sonora fica em cargo do cantor e compositor Pedro Veríssimo; Rose Gonçalves cuida da preparação vocal e Tatyana Rubim assina a produção.

Quem quiser sentir um gostinho do que reserva a peça, pode ouvir de novo o programa nº 37 do Pra Ler: nele, Nathália lê para a gente um trechinho da obra de Queirós.

Para mais informações, acesse a página oficial do espetáculo.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.