As 22 regras da Pixar para boas histórias

As 22 regras da Pixar para boas históriaskaboompics / reprodução

Brinquedos que ganham vida, insetos, monstros, super-heróis em decadência, ratos cozinheiros, robôs. O que não falta para a Pixar são boas e criativas histórias. O reconhecimento disso é que desde o lançamento de Toy Story, em 1995, o estúdio já acumula sete indicações ao Oscar de Melhor Roteiro e duas indicações a Melhor Filme, além de toneladas de sorrisos e litros de lágrimas recolhidos nos cinemas de todo o mundo.

Ou seja, eles sabem como contar uma história cativante. Pensando nisso, Emma Coats, artista de storyboards da Pixar, decidiu compartilhar, via Twitter, 22 regras para criar histórias que aprendeu após anos de trabalho. São dicas valiosas que servem não apenas para a produção de filmes, mas de histórias em geral. Veja as regras abaixo:

1 – Você admira um personagem mais por suas tentativas do que por seu sucesso.

2 – Você precisa ter em mente o que te interessa como público, não o que é divertido fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.

3 – Tentar escrever sobre um tema é importante, mas você só saberá realmente sobre o que é a sua história quando chegar ao final dela. Quando estiver lá, reescreva.

4 – Era uma vez um/uma _____. Todo dia, ______. Um dia _____. Por causa disso, _____. Por causa disso, _______. Até que finalmente ________.

5 – Simplifique. Foque. Combine personagens. Não desvie. Você sentirá que está perdendo coisas valiosas, mas isso o deixará livre.

6 – No que seus personagens são bons, o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com isso?

7 – Faça o seu final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então faça-os funcionar desde o início.

8 – Termine sua história e largue-a, mesmo sabendo que não está perfeita. Em um mundo ideal ela estaria, mas siga em frente. Faça melhor na próxima vez.

9 – Quando tiver um bloqueio, faça uma lista do que NÃO poderia acontecer em seguida. Muitas vezes é esse material que vai te desbloquear.

10 – Separe as histórias que você gosta. O que você gosta nelas é parte de você; e você precisa reconhecer o que é antes de usar.

11 – Colocar no papel te ajuda a começar a corrigir falhas. Se a ideia perfeita permanecer em sua cabeça, ela nunca será compartilhada com ninguém.

12 – Descarte a primeira coisa que vier em sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – tire o óbvio do caminho. Surpreenda-se.

13 – Dê opiniões para seus personagens. O passível e o maleável podem parecer agradáveis enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.

14 – Por que você precisa contar ESSA história? Qual é a chama dentro de você que alimenta essa história? Esse é o coração dela.

15 – Se você fosse o personagem, em uma mesma situação, como você se sentiria? A honestidade traz credibilidade para situações inacreditáveis.

16 – O que está em jogo? Dê-nos uma razão para torcermos pelo personagem. O que acontecerá se ele falhar? Coloque todas as possibilidades contra ele.

17 – Nenhum trabalho é desperdiçado. Se não está funcionando, deixe pra lá e bola para frente. Ele poderá ser útil mais adiante.

18 – Você deve se conhecer: saber a diferença entre quando você está fazendo seu melhor de quando você está enrolando. Uma história é feita de testes, não de refinamentos.

19 – Coincidências que deixam os personagens em apuros são legais; coincidências que os tiram de lá são trapaças.

20 – Exercite-se: divida um filme que você não gosta em blocos e os remonte de forma que você passe a GOSTAR.

21 – Você deve se identificar com as situações/personagens e não apenas escrevê-los porque são legais. O que faria VOCÊ agir daquele jeito?

22 – Qual a essência da sua história? Qual a maneira mais econômica de contá-la? Se você souber as respostas, pode começar a construí-la a partir disso.

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Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.