Jack Kerouac por Johnny Depp

Jack Kerouac por Johnny DeppDylan Luder / unsplash

“Quero ser considerado um jazz-poeta, improvisando um longo blues em uma jam session numa tarde de domingo. Minhas ideias variam e às vezes rolam de chorus a chorus, ou da metade de um chorus à metade do seguinte”, disse Jack Kerouac em seu Mexico City Blues: 242 Choruses, lançado em 1959. O livro, que reúne versos improvisados, ganhou ritmo e jazz na voz do ator (e amante da literatura) Johnny Depp em 1995.

Grande admirador do trabalho do ícone da geração beat, Depp fez uma aparição na minissérie televisiva do canal PBS The United States of PoetryEm pequenas vinhetas, obras de grandes escritores eram lidas por atores e músicos diversos. Abaixo, você confere a interpretação de Johnny para o Chorus 113 de Kerouac:

Chorus 113

Got up and dressed up
and went out & got laid
Then died and got buried
in a coffin in the grave,
Man–
Yet everything is perfect,
Because it is empty,
Because it is perfect
with emptiness,
Because it’s not even happening.

Everything
Is Ignorant of its own emptiness–
Anger
Doesn’t like to be reminded of fits–

You start with the Teaching
Inscrutable of the Diamond
And end with it, your goal
is your startingplace,
No race has run, no walk
of prophetic toenails
Across Arabies of hot
meaning–you just
numbly don’t get there

Vimos no Open Culture.

Jessica Soares

As páginas amareladas, a poeira da capa, o lugar escondido no armário em que esperava por ser desbravado – a história sempre teve início antes das palavras. Nunca pisei no solo de outro planeta. Mas, na falta de naves, aviões e ônibus de viagem, embarquei nas páginas dos livros, que nunca falharam em me levar para longe.