Correspondências picantes

Correspondências picantesDylan Luder / unsplash

Em uma época sem telefone, e-mail ou mensagens instantâneas, as distâncias eram um grande contratempo para os amantes. Para matar a saudade, muitos escritores recorriam às cartas. Como eram correspondências privadas e o desejo de estar junto era tanto, essas cartas muitas vezes ficavam um tanto quanto picantes.

O site Flavorwire fez uma compilação de nove cartas de escritores consagrados que foram mais saidinhos em sua escrita. Alguns mais discretos, como Gustave Flaubert, que escreveu para sua amante Louise Colet que “iria cobri-la com amor da próxima vez que a visse, com carinho, com êxtase”. Outros são mais diretos, como Bukowski, que disse para sua então namorada Linda King: “eu amo você, seus pelos vaginais que eu sinto com meus dedos, o interior da sua vagina, úmida, quente, eu sinto com meus dedos”.

James Joyce, Franz Kafka, Oscar Wilde, Edith Wharton, Virgínia Woolf, Benjamin Franklin e Ernest Hemingway são os outros escritores que têm sua intimidade revelada. Confira abaixo a carta de Bukowski e entre no site para ver as outras (em inglês):

“I liked your hand-walking act; that got me hotter than hell…. everything you do gets me hotter than hell…. throwing clay against the ceiling… you bitch, you red hot shrew, you lovely lovely woman…. you have put new poems and new hope and new joy and new tricks into an old dog, I love you, your pussy hairs I felt with my fingers, the inside of your pussy, wet, hot, I felt with my fingers; you, up against the refrigerator, you have such a wonderful refrigerator, your hair dangling down, wild, you there, the wild bird of you the wild thing of you, hot, lewd, miraculous…. twisting after your head, trying to grab your tongue with my mouth, with my tongue…. we were in Burbank and I was in love, ultramarine love, my good god damned godess, my goad, my bitch, my my my my beating breathing hair-lined cunt of Paradise, I love you… and your refrigerator, and as we grabbed and wrestled, that sculpted head watching us with his little lyrical cynical love-smile, burning…

I want you,
I want you,
I want YOU

YOU YOU YOU YOU YOU YOU!”

Imagem do destaque retirada deste DeviantArt

Caricatura de J. Bosco

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.