Os curtas de Aleksandr Petrov

Os curtas de Aleksandr PetrovDylan Luder / unsplash

Com apenas cinco curtas na carreira, o animador russo Aleksandr Petrov já acumula quatro indicações ao Oscar de Melhor Curta de Animação, uma vitória e vários outros prêmios. O mais curioso é que a grande maioria dos trabalhos dirigidos por Petrov são inspirados em obras literárias.

Korova foi o primeiro, em 1990. O curta é baseado na obra The Cow, do também russo Andrei Platonov. O livro explora a relação entre um menino e uma vaca, que é adorada por toda a família. O curta rendeu a primeira indicação do diretor ao Oscar e recebeu uma menção honrosa no Festival Internacional de Berlim. Assista ao curta abaixo:

Em 1992, Petrov dirigiu Son smeshnogo cheloveka, baseado no conto The Dream of a Ridiculous man, de Fiódor Dostoiévski. Nele, um homem tem uma revelação através de um sonho utópico e quer suicidar-se após decidir que não há nada para viver no mundo. Veja o curta:

A segunda indicação ao Oscar veio com Rusalka, o único curta não inspirado diretamente na obra de algum autor, mas sim em uma lenda folclórica eslava. As rusalkas, que dão nome à lenda, são sereias nascidas da infelicidade de jovens mulheres que cometeram suicídio por afogamento, geralmente após serem maltratadas por homens. Por isso, esse tipo de sereia é muito mais letal do que as sereias normais. Assista ao vídeo abaixo:

O ano de 1999 foi a consagração de Aleksandr Petrov. O curta O velho e o mar, baseado no livro homônimo de Ernest Hemingway, foi indicado e venceu o Oscar de Melhor Curta de Animação. O filme foi todo feito a partir de pinturas feitas com dedos e pincéis em placas de vidro. Foram necessários dois anos e 29 mil fotogramas pintados para a finalização da obra. Veja o curta:

Seu último trabalho foi Moya lyubov, em 2006. O curta é uma adaptação de A Love Story, do escritor russo Ivan Shmelyov, escrito em 1927. Também indicado ao Oscar, o filme conta a história de um adolescente russo que busca o amor, mas que se vê indeciso entre duas mulheres bem diferentes. Assista ao curta:

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.