Livro self-service

Livro self-serviceRedd Angelo / unsplash

Basta colocar umas moedas e lá está seu pedido. As máquinas de livros são mesmo parecidas com aquelas de refrigerante. No lugar de soda limonada, entretanto, aparece um livro fresquinho, pronto para ser consumido. Os equipamentos, que já ficaram populares na Europa, agora chegam às ruas de Pequim. Nas “bibliotecas autoserviço” da capital chinesa as obras não são vendidas, mas alugadas. Em cada uma das máquinas, cabem quase 300 títulos. No total, o sistema oferece mais de 20 mil opções.

Para garantir a leitura, os pequineses precisam mostrar o documento de identidade e pagar 100 yuans (pouco mais de 14 dólares). O valor é retornado ao cliente após a devolução do livro. A manutenção dos equipamentos, que funcionam 24 horas por dia, é feita por especialistas, que contam com câmeras e sistemas de alerta. De acordo com a mídia local, a expectativa do governo é, no mínimo, dobrar a quantidade de equipamentos e espalhá-las pelas áreas centrais e turísticas da metrópole, com mais de 20 milhões de habitantes. Neste ano, os cartões de biblioteca foram outra novidade na vida dos bibliófilos de Pequim. Com um só documento, é possível acessar as obras em mais de uma centena de bibliotecas de universidades, escolas, hospitais e comunidades.

Não se sabe ao certo onde foi implantada a primeira máquina de livros desse tipo. Uma das experiências pioneiras no sistema de leitura self-service foi a Penguincubator, desenvolvida pela tradicional editora Penguin em 1937. A novidade foi colocada na estação de Charing Cross, em Londres. Décadas mais tarde, Paris foi uma das primeiras cidades da Europa a comprar realmente a ideia, oferecendo nas estações de metrô desde épicos de Homero até poesias de Baudelaire.

Informações da Revista Arcadia e do China Daily. Imagem do China Daily.

Victor Vieira

Não leio bula de remédio. Falar isso seria exagero e estou longe de virar hipocondríaco. Mas é verdade que com as letras arrisquei quase tudo. No jornalismo, aprendi a espremer palavras para sair notícia. A ficção me ensinou a percorrer lugares na distância entre uma prateleira e outra. E escrever garante, a mim e a quem mais embarcar, novos roteiros para essas viagens.

Últimos posts por Victor Vieira (exibir todos)