Meio século sem as cartas de Hesse

Meio século sem as cartas de HesseDylan Luder / unsplash

Há exatos 50 anos, em 9 de agosto de 1962, falecia o escritor alemão, naturalizado suíço, Hermann Hesse. Com mais de 120 milhões de cópias publicadas em todo o mundo, Hesse é um dos escritores da literatura alemã mais lidos do século XX. O autor, nascido em 1877, teve obras traduzidas para cerca de 60 idiomas e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1946. Ele é lembrado por livros como Damien (1917), O Lobo da Estepe (1927) e O Jogo das Contas de Vidro (1943). Uma faceta menos conhecida de Hesse é o seu gosto por cartas.

O autor recebeu e enviou milhares de cartas ao longo da vida. Não só para pintores, músicos e autores se destinavam as correspondências redigidas pelo escritor. Admiradores e leitores, pessoas comuns espalhadas por vários lugares do mundo, como Tel Aviv, Santiago do Chile, Nova Delhi e Tóquio, receberam as linhas de Hesse pelos correios.

Cerca de 40.000 cartas destinadas ao escritor foram guardadas por ele mesmo. Outras 20.000, de mais de 6.000 remetentes, vindas de cerca de 100 países, estão arquivadas no Arquivo Suíço de Literatura. Existem ainda inúmeras outras no Arquivo Alemão de Literatura.

As cartas e cartões postais tratam dos mais variados temas. Desde os assuntos mais banais como compras e meias de lã, até questões fundamentais da vida como religião, amor, casamento e morte – temas que ele abordou intensamente em suas obras. Algumas correspondências, entre os anos de 1891 e 1962, foram reunidas no livro Soul of the Age: Selected Letters of Hermann Hesse.

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Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.