Calvin e Haroldo, 26 anos depois

Calvin e Haroldo, 26 anos depoisDylan Luder / unsplash

Caro Editor,

Eu vou parar com Calvin e Haroldo no final do ano. Esta não foi uma decisão fácil ou tomada às pressas, e saio com tristeza. De qualquer modo, meus interesses mudaram e acredito ter feito o possível de acordo com as obrigações de fechamentos diários e quadros pequenos. Estou ansioso para trabalhar num ritmo mais atencioso, com menos compromissos artísticos.

O trecho acima pertence à carta de despedida que Bill Watterson enviou para seu editor. A última aparição oficial de Calvin e Haroldo foi na tirinha publicada em 31 de dezembro de 1995, porque, segundo o próprio Watterson, “ao final de 10 anos, eu disse praticamente tudo o que eu tinha para dizer”. Dono de uma personalidade reclusa, o autor dificilmente dá entrevistas e sempre se recusou a licenciar a imagem de seus personagens, com a justificativa de que estampar a cara de Calvin em vários produtos desvalorizaria os personagens e suas características.

Com isso, os fãs do menino e do tigre estão órfãos há quase 17 anos. Para homenagear o autor, não faltam imagens que imaginam como Calvin estaria nos dias atuais. Uma das mais legais veio do site Pants are Overrated, feita em 2011. Produzidas pelos cartunistas norte-americanos e irmãos Tom Heyerman e Dan Heyerman, as quatro tirinhas contaram a história de Bacon, filha de Calvin e Susie. Sim, de acordo com o site os dois se casaram e tiveram uma filha, cujo nome também se relaciona com a filosofia (Jean Calvin, Thomas Hobbes e, agora, Francis Bacon). Veja abaixo a história traduzida pelo blog Frases do Calvin. Para acessar a original, basta clicar nos links a seguir: Parte 123 e 4.

Com informações do Depósito do Calvin

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.