Juro que vi! – Matinta Perera

Juro que vi! - Matinta PereraRedd Angelo / unsplash

Fomos nas matas conhecer a história do Curupira e passamos no Rio Amazonas para ver o Boto e a Iara. Saindo das águas, vamos continuar a viagem na região Norte do país, mas dessa vez é melhor tomar cuidado com quem encontra no caminho: a Matinta Perera está a solta. O curta da série Juro que vi! conta a história de uma menina e seu gato, que juntos descobrem o segredo por trás da Matinta. Você não sabe qual é? Veja abaixo um pouco mais sobre ela.

Matinta Perera
As lendas não são claras com relação a Matinta Perera. Algumas afirmam que ela é um pássaro que se transforma em velha. Outras dizem que ela é uma velha que se transforma em pássaro. Há ainda aquelas que contam que ela é uma velha que anda sempre acompanhada por um pássaro. Porém elas são unânimes na forma como ela age. Segundo as histórias, ela assombra cidades do interior em busca de fumo ou comida. Chega de madrugada, na forma de pássaro, pousa nos telhados e solta gritos agourentos, que soam como “Matinta Perera”. Os moradores, já exaustos com o incômodo, prometem alguma coisa para que ela pare. Na manhã seguinte, a velha passa e recolhe tudo que foi deixado.

Para aqueles que não entregam o prometido, fica a certeza de ser assombrado todas as noites dali em diante. Para se livrar do incômodo e capturá-la, é necessário enterrar uma chave, fincar uma tesoura no local e colocar um rosário por cima da tesoura. Quando a Matinta Perera passar por cima do local, fica aprisionada. Depois de liberá-la, é necessário varrer o local com uma vassoura virgem que ela nunca mais voltará.

Diferente de todas as lendas que apresentamos até então, a Matinta Perera é uma maldição, passada de pessoa para pessoa. Algumas lendas dizem que a maldição é hereditária. Já outras afirmam que quando a atual Matinta sente que está próxima da morte, sai pela cidade gritando “Quem quer?”. A primeira moça desavisada que responder o chamado se transforma na próxima Matinta.

Algumas lendas dizem que Matinta Perera é uma versão do saci-pererê. Em algumas versões, ela é um pequeno índio, com uma perna só e com um gorro vermelho que acompanha a velha. Em outras, o pássaro é que se assemelha ao saci. Chamado Matiapererê, o pássaro é preto tem o costume de andar pulando em uma perna só. Independente da história, é bom tratar bem a Matita. Assista ao curta abaixo e veja as consequências de quando isso não acontece:

Ficha técnica
Ano: 2006
Produção: Patricia Alves Dias
Direção de Arte: Paulo Visgueiro, Sergio Glenes
Narração: Laura Cardoso
Produção Executiva: Regina de Assis
Trilha Sonora: E. Villani-Côrtes, Ed Cortês
Direção Musical: Ed Cortês
Coordenação Geral: Marcos Ozorio
Layouts: Sergio Glenes
Artes Inspiracionais : André Leão, Eduardo Duval
Pintura Digital de Cenários: Marcus Martins, Paulo Visgueiro

Brunin Assis

Cheirei um livro pela primeira vez aos quatro anos. Aos dez já era frequentador de bibliotecas. Aos quinze comecei a consumir exemplares mais pesados. Aos vinte não conseguia mais sair de casa sem um livro. Hoje sonho em ter uma casa cheia deles, mas tenho medo de ser preso por tráfico de cultura.