Histórias do Sempre um Papo

Histórias do Sempre um PapoRedd Angelo / unsplash

O músico tinha uma baita queda pela literatura. Tão forte que resolveu colocar um escritor para bater papo com os espectadores durante o intervalo de suas apresentações noturnas em bares de Belo Horizonte. Essa história começou despretensiosamente em 1986 e, hoje, a ideia já rendeu mais de 4,5 mil conversas descontraídas sobre literatura e algo mais, em 30 estados do Brasil, do distrito federal e até uma edição especial em Madrid já foi organizada. O Sempre Um Papo link tornou-se uma das referências de projetos culturais no Brasil e o músico – que também é jornalista, escritor, poeta, produtor cultural e empresário – Afonso Borges é considerado um dos principais promotores da literatura no país.

Depois dos bares, o projeto passou aos auditórios, cidades do interior, TV, internet e agora chega ao DVD. Por meio de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Associação Cultural Sempre Um Papo, serão distribuídas mil caixas, com 5 DVD’s cada, com uma seleção especial dos melhores programas de 2011 e 2012. O material será destinado a escolas da rede pública de Minas Gerais e a cerimônia de entrega do material ao poder público será no próximo dia 12 de novembro, em Belo Horizonte.

Para a seleção dos programas, foram estabelecidos cinco temas gerais: Literatura e Jornalismo (Zeca Camargo, Carlos Alberto Sardenberg e Juca Kfouri) ; Literatura e Filosofia (Marcia Tiburi, Padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita); Literatura e História (Mary Del Priore e Lira Neto); Literatura e Cultura (Frei Betto, Ruy Castro, Heloisa Seixas, Fernando Morais, Leonardo Boff, Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura e Danilo Miranda); e Literatura e Meio Ambiente (Sérgio Abranches, André Trigueiro e Amyr Klink). Todo o material está disponível, gratuitamente, no site do Sempre Um Papo e pode ser acessa do clicando aqui.

Veja alguns dos principiais trechos:

Ennio Rodrigues

Adoro as mais improváveis viagens que se pode imaginar a partir de um texto, até as divergentes. Não sou leitor precoce, mas tenho uma ótima arma: curiosidade. D’O Guia do Mochileiro das Galáxias ao Machado. Foi um amigo que disse certa vez e concordo: “nem que passasse a vida inteira a ler, terminaria todos os Clássicos! Em vez disso, prefiro apenas tentar encontrar livros que me tirem do lugar”.