Livros para mudar o mundo

Livros para mudar o mundoDylan Luder / unsplash

Quer saber uma ótima ideia para ajudar a transformar o mundo? Anote aí:

Crie uma loja virtual de CD’s, DVD’s e, claro, livros. Desse tipo de coisas que todo ama. Então, ofereça entrega grátis para o mundo inteiro (assim sua ideia terá um alcance, digamos, daqui até à Nova Zelândia e vice-versa, por exemplo). Estruture bem o site, organize a distribuição, o estoque (uns 4 milhões de títulos ou mais deve ser suficiente para começar) e escolha um nome que transmita bem a intenção do projeto. Então, pegue todo o lucro – 100% mesmo – e doe para ações sociais através de uma instituição de credibilidade. Parece utopia? Pois é exatamente essa a ideia do site Good Books, idealizado e mantido pela parte neozelandesa da Oxfam, uma ONG internacional de combate à desigualdade social.

O projeto se mantém por meio de parceria com blogueiros, escritores e empresas como a Paperback Shop UK (PBS), que faz a ponte entre fornecedores e distribuidores. Além disso, o Good Books tem um diferencial crucial para os dias de hoje: uma campanha de divulgação bem atrativa, com alto potencial de viralização.

Com a colaboração da agência String Theory e o estúdio britânico The Mill, eles criaram a série de animações “Grandes autores”. Os curtos vídeos fazem releituras de grandes trabalhos literários e ainda explicam a causa da Good Books. Uma das animações, sobre a obra de Hunter Thompson, você já até viu no Pra Ler. Confira abaixo mais um vídeo, dessa vez em homenagem à tradicional editora britânica Mills & Boon. E, se o espirito natalino já tiver tomado conta de você e quiser comprar uns livros por lá, só clicar aqui.

Goodbooks ‘Havana Heat’ from The Mill on Vimeo.

Vimos no B9
Imagens: Divulgação

Ennio Rodrigues

Adoro as mais improváveis viagens que se pode imaginar a partir de um texto, até as divergentes. Não sou leitor precoce, mas tenho uma ótima arma: curiosidade. D’O Guia do Mochileiro das Galáxias ao Machado. Foi um amigo que disse certa vez e concordo: “nem que passasse a vida inteira a ler, terminaria todos os Clássicos! Em vez disso, prefiro apenas tentar encontrar livros que me tirem do lugar”.