Pra Ler num domingo…

... numa segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado (chuvoso ou não)! Assim são as crônicas.
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Existem muitas definições que tentam dizer o que ela é. A mais difundida, talvez, é a de que trata-se de um curto texto capaz de extrair do cotidiano alguma reflexão que ecoe no modo como o leitor vê o mundo. Porém, isso parece ser apenas um jeito de tornar pomposo o mais despretensioso dos estilos literários.

Na verdade, a crônica é aquele nosso amigo que sempre tem um bom caso para jogar na roda e do qual você acaba se lembrando depois, sem saber direito o porquê. As deliciosas e peculiares nuances que esse gênero ganhou aqui pelo Brasil são temas de profundas discussões na academia. Mas uma certeza permanece: temos ótimos e originais cronistas.

Seis deles – a saber: Humberto Werneck, Marcelo Moutinho, Luis Henri Pellanda, Fabrício Carpinejar, Márcia Tiburi e Rogério Perreira – resolveram se unir para dar àqueles que acessam o site Vida Breve sua dose diária “estranhamento” à realidade. Juntos com os ilustradores Bruno Schier, Eduardo Nasi, Felipe Rodrigues, Rafa Camargo, Ramon Muniz, Simon Ducroquet e Theo Szczepanski, um texto ilustrado é postado por dia. De Domingo a Domingo.

O portal existe desde 2009 e, em julho de 2012, passou a receber um convidado por semana, responsável por escrever a Crônica de Domingo. Hoje, por exemplo, o texto disponibilizado é do escritor gaúcho Reginaldo Pujol Filho e tem o título “Pesquisas apontam que estudo diz que pesquisadores afirmam”.

Se o tempo é curto e a vontade é muita, a solução pode muito bem ser uma crônica.

Acesse: www.vidabreve.com

Ilustração Bruno Schier

Ennio Rodrigues

Adoro as mais improváveis viagens que se pode imaginar a partir de um texto, até as divergentes. Não sou leitor precoce, mas tenho uma ótima arma: curiosidade. D’O Guia do Mochileiro das Galáxias ao Machado. Foi um amigo que disse certa vez e concordo: “nem que passasse a vida inteira a ler, terminaria todos os Clássicos! Em vez disso, prefiro apenas tentar encontrar livros que me tirem do lugar”.