Olha o Rubem Braga aí, gente!

Olha o Rubem Braga aí, gente!Redd Angelo / unsplash

Em 2013, o renomado escritor capixaba Rubem Braga (1913 – 1990) vai desfilar no sambódromo. Não se trata de nenhuma consequência sobrenatural do pseudo-fim-do-mundo da última sexta (21) e nem mesmo um remake tupiniquim do seriado The Walking Dead só com zumbis da literatura em que tudo dá samba. O reencontro será metafórico: uma homenagem ao centenário de nascimento do escritor promovido pela escola de samba Unidos de Jucutuquara, do Espírito Santo, lugar onde nasceu o cronista.

O desfile contará com 22 alas, cinco carros e aproximadamente 1,5 mil componentes. O samba-enredo “A centenária noite do sabiá da crônica: entre pássaros, palavras, chiquitas e baianas” será a trilha sonora para que temas como infância, mulheres, saudade, amigos e esperança sejam encenados pelos foliões.

Rubem Braga é considerado um dos melhores cronistas brasileiros, um dos poucos que conseguiu se estabelecer entre os cânones, mesmo tendo optado por esse gênero literário dito menos nobre. Nasceu no Espírito Santo, viveu em Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Itália, Marrocos e passou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde escreveu para vários veículos. Braga publicou mais de 20 livros, entre eles: “O Conde e o Passarinho” (1936), “Com a FEB na Itália” (1945) e “O Verão e as Mulheres” (1990).

Vimos no Livros só mudam pessoas
Imagem Piscinez

Ennio Rodrigues

Adoro as mais improváveis viagens que se pode imaginar a partir de um texto, até as divergentes. Não sou leitor precoce, mas tenho uma ótima arma: curiosidade. D’O Guia do Mochileiro das Galáxias ao Machado. Foi um amigo que disse certa vez e concordo: “nem que passasse a vida inteira a ler, terminaria todos os Clássicos! Em vez disso, prefiro apenas tentar encontrar livros que me tirem do lugar”.