Por que me tornei escritor?

Por que me tornei escritor?Redd Angelo / unsplash

É possível que não seja pelo dinheiro. Já vimos que viver tendo a escrita como única renda fixa é para poucos. Um quê de realização pessoal pela possibilidade de expressar suas ideias pode ser um bom argumento.

A opinião do escritor e pesquisador Amilcar Bettega Barbosa é um pouco diferente. ““O que faz o leitor tornar-se escritor é o desejo de fazer algo semelhante àquilo que lhe deu tanto prazer durante a leitura”, acredita. De acordo com o pesquisador, “há um prazer incompleto na leitura que desperta no leitor a vontade de completá-lo.”

Ele se dedicou a um estudo um tanto incomum: entender por que, quando e de que forma alguém decide fazer literatura. O resultado foi a tese de doutorado Da leitura à escrita: a construção de um texto, a formação de um escritor, defendida em dezembro de 2012, em sistema de cooperação universitária entre a PUC do Rio Grande do Sul  e a Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris III, na França.

Em sua tese, Amilcar analisou, além das motivações, alguns momentos-chave na formação de um escritor, a partir da própria experiência.

1º passo: A passagem da leitura à escrita. Ele conta que lia muito e, nesse tempo, de leituras intensas, descobriu as oficinas de criação literária.

2º passo: Transformar os manuscritos em um livro publicado e estender o círculo de leitores de familiares e conhecidos a todos aqueles que se interessem pela sua literatura.

3º passo: Passar do conto para o romance. Não é regra que todo o autor comece por contos e depois passe a escrever romances, mas Amilcar acredita que essa passagem foi um momento-chave da sua formação como escritor e na de muitos de seus colegas.

Concorda com ele? Em qual momento a sua literatura está?

Vimos no Ciência Hoje 

Imagens retiradas daqui e daqui.

Julia Marques

Julia Marques

Quando era bem pequena resolvi escrever um livro. Era a história de um barquinho que perdeu o rumo no mar. Desde então, minha relação com a literatura vem em ondas: às vezes bate forte, sacudindo tudo. Outras vezes sossega. Encontrei no Pra Ler o sopro para essa aventura. Meu barquinho infantil segue cambaleando por esse mar de histórias, personagens, e cenários. Talvez um dia ele aviste um porto.
Julia Marques