Escritor mirim vence concurso literário na Bolívia

Escritor mirim vence concurso literário na BolíviaRedd Angelo / unsplash

Cora Coralina, considerada uma das maiores poetisas de língua portuguesa do século XX, publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade. Shakespeare escreveu seus poemas mais famosos aos 17. Clarice Lispector deu início a seu primeiro romance quando tinha 19. Na Bolívia, um jovem escritor dá a prova de que não existe mesmo idade para começar a escrever. Antonio Javier Chávez, um menino de doze anos, ganhou o I Concurso de Contos Infantis baseados em Mitos e Lendas bolivianas, promovido pelo Centro Cultural Patiño de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O resultado foi divulgado essa semana.

Outros 130 autores reconhecidos no meio literário participaram da competição, muitos deles com o dobro ou triplo da idade do vencedor. Antonio Javier Chávez obteve o primeiro lugar com o conto O aniversário do cacique, inspirado em suas experiências na região amazônica de Beni, onde viveu durante um ano e meio com seus pais.

O concurso não tinha limite de idade. Homero Carvalho, escritor boliviano que fez parte do corpo de jurados, explicou que não sabiam quem eram os autores dos contos porque só tinham como referência os pseudônimos dos participantes. “Sem dúvida, foi uma grata surpresa que um menino de 12 anos tenha sido o ganhador, tomando em conta a qualidade e o nível dos autores que participaram. É uma maravilha que uma criança tenha ganhado porque quem melhor que um menino para contar uma história a outro?”, pontuou Carvalho.

Antonio Javier Chávez, o segundo e terceiro colocados receberão 300 dólares como prêmio e suas obras, além de outras quatro que receberam menções, serão publicadas em um livro que será lançado em junho durante a Feira Internacional do Livro de Santa Cruz. O autor mirim nasceu na região de Chuquisaca e atualmente vive em Santa Cruz com seus pais Gabriel Chávez Cazasola e Paura Rodriguez, ambos poetas e jornalistas.

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Julia Marques

Julia Marques

Quando era bem pequena resolvi escrever um livro. Era a história de um barquinho que perdeu o rumo no mar. Desde então, minha relação com a literatura vem em ondas: às vezes bate forte, sacudindo tudo. Outras vezes sossega. Encontrei no Pra Ler o sopro para essa aventura. Meu barquinho infantil segue cambaleando por esse mar de histórias, personagens, e cenários. Talvez um dia ele aviste um porto.
Julia Marques