Para fingir e desassossegar

Para fingir e desassossegarRedd Angelo / unsplash

“Fingimento” e “Desassossego” são os curiosos nomes das seções que estreiam em março no site da revista de literatura lusófona Pessoa. Logo de cara, os títulos já dizem muito sobre o conteúdo das colunas, que vão trazer textos inéditos, de autores conhecidos e estreantes, sob a curadoria do escritor brasileiro Luiz Ruffato (Eles eram muitos cavalos).

“Fingimento” vai receber poesias e “Desassossego”, contos. Os títulos vêm das obras de Fernando Pessoa, o poeta que dá nome à revista. Livro do Desassossego, inspiração para uma das seções, é a maior obra de Pessoa. Composto de centenas de fragmentos, o livro é assinado pelo o semi-heterônimo Bernardo Soares.

A ideia para a seção “Fingimento” surgiu de um trecho do poema Autopsicografia, do autor portuguêspublicado em 1930. No texto, ele diz: “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente” (saiba mais aqui).

De quinze em quinze dias, um texto novo será publicado. Depois, o autor pode fazer o que quiser com o seu filhote. Uma opção é autorizar que ele seja incluído em antologia produzida pela Editora Mombak, a mesma que edita a revista Pessoa, para o ano que vem. Também será possível ter acesso aos textos via aplicativos para celulares, tablets e e-readers.

Quem tiver interesse em enviar poesias ou contos, o e-mail é ineditos@revistapessoa.com.

Vimos n´A Biblioteca de Raquel

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.