Rosiska Darcy é eleita para ABL

Rosiska Darcy é eleita para ABLRedd Angelo / unsplash

Agora, a Academia Brasileira de Letras (ABL) conta com cinco mulheres entre os seus imortais. Rosiska Darcy, jornalista e escritora carioca, foi eleita na última quinta-feira, dia 11, para ocupar a cadeira de nº 10 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que estava vaga desde a morte do poeta Lêdo Ivo, em dezembro passado.  Com 23 dos 38 votos possíveis, a escritora passa a ocupar a cadeira cujo patrono é o poeta romântico Evaristo da Veiga e que já pertenceu a Rui Barbosa. Outros 14 escritores disputavam a vaga, entre eles Antonio Cicero, Marcus Accioly e Mary Del Priore.

Com a eleição de Rosiska, a ABL passa a contar com cinco mulheres entre os 39 imortais. Ana Maria Machado, Cleonice Berardinelli, Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon são as outras que compõe a Academia.

A nova imortal

Rosiska Darcy é formada em direito pela PUC-Rio e atuou como jornalista na revista Veja, Jornal do Brasil e Tv Globo. Na época da ditadura, viveu exilada na Suíça, onde fez doutorado em educação e lecionou por 10 anos. Presidente do movimento Rio como Vamos, Rosiska dirige há 30 anos projetos de fortalecimento da liderança feminina como fator de democratização da sociedade. É ainda fundadora e diretora do Instituto de Ação Cultural – IDAC.

Parte da sua obra é dedicada à reflexão do espaço ocupado pelas mulheres na sociedade. É autora de Le Féminin Ambigu e La Culture des Femme, publicados apenas na Europa; Elogio da Diferença, lançado aqui e nos Estados Unidos, entre outros. Em ficção, escreveu A Dama e o Unicórnio, Outono de Ouro e Sangue, A Natureza do Escorpião e Chão de Terra. Sua obra mais recente é Reengenharia do Tempo.

Thais Marinho

Ainda são poucos os livros na minha estante e muitos na lista para serem lidos, mas a paixão por eles já está há muito tempo instalada. Hoje, cá estou, quase ex-jornalista, estudante de Letras, atualmente em terras hermanas, desbravando o argentinês e as literaturas hispano-americanas.